FRUTICULTURA

Paraná realiza primeiro embarque brasileiro de caqui para Costa Rica

A fruticultura paranaense alcançou, no mês de junho, um marco histórico no comércio internacional. O primeiro embarque comercial de caqui brasileiro com destino à Costa Rica saiu de uma propriedade localizada no município de Porto Amazonas, na região dos Campos Gerais. A operação representa a entrada oficial da fruta brasileira no mercado costarriquenho e abre novas perspectivas de negócios para os produtores do Estado.

O carregamento de uma tonelada de caqui da variedade Fuyu tem origem na Agropecuária Boutin, empresa fundada em 1976 e referência na fruticultura da região Sul do Brasil. A exportação foi coordenada pela MBR Company, exportadora brasileira especializada em frutas frescas.

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“O caqui é uma cultura muito presente entre os fruticultores do Paraná. A abertura de mais um mercado comprova a qualidade da fruta do nosso Estado e reforça a importância das ações de defesa sanitária e das iniciativas de promoção comercial que ajudam a expandir as fronteiras do agro paranaense”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Segundo Meneguette, o fato de o primeiro embarque brasileiro para a Costa Rica ter partido do Paraná evidencia o elevado padrão da fruticultura estadual. “Essa conquista comprova o alto padrão tecnológico, fitossanitário e de gestão das propriedades paranaenses. A rapidez entre a definição dos requisitos sanitários e o início das exportações demonstra que nossos produtores possuem capacidade técnica e logística para atender mercados cada vez mais exigentes”, afirma.

Mercado em crescimento

O avanço da produção paranaense de caqui no mercado internacional demonstra o potencial da cadeia. O Paraná ocupa atualmente a quinta posição entre os principais produtores nacionais. Em 2024, o Estado cultivou 477 hectares da fruta, com produção de 6,5 mil toneladas e geração de R$ 25,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP).

As exportações paranaenses também avançaram. Em 2025, o Estado exportou US$ 369 mil em caqui, aumento de 248% em relação aos US$ 106 mil registrados no ano anterior.

“O acesso ao mercado internacional permite ao produtor reduzir sua dependência do mercado interno, principalmente no período de pico da safra, quando há maior oferta da fruta e pressão sobre os preços. Além disso, a comercialização em mercados externos pode agregar valor à produção e aumentar a competitividade da fruticultura paranaense”, explica Anderson Sartorelli, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP.

Desafios para exportar

De acordo com o diretor comercial e sócio-fundador da MBR Company, Renato Giosa Miralla, a primeira operação envolveu um embarque teste. A transação teve um retorno positivo por parte do comprador costarriquenho, com possibilidade de novos negócios para 2027.

“A qualidade foi determinante. Tivemos uma safra excepcional e, em 2026, exportamos para 22 clientes, em 10 países e cinco continentes”, destaca.

Apesar do potencial de crescimento, a ampliação da presença do caqui paranaense no exterior ainda enfrenta desafios relacionados às exigências fitossanitárias, à rastreabilidade da produção, aos investimentos necessários para manter a cadeia de refrigeração e aos processos burocráticos do comércio internacional.

Para superar esses obstáculos, o Sistema FAEP atua na capacitação dos produtores por meio de cursos voltados à gestão da propriedade, boas práticas agrícolas e qualidade dos alimentos. Atualmente, a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) atende 13 turmas de fruticultura em diferentes municípios. A entidade também promove ações relacionadas à rastreabilidade e acompanha o tema por meio da Comissão Técnica de Hortifruticultura.

“As capacitações do Sistema FAEP ajudam os fruticultores a adequarem suas produções dentro das regras, legislações e segurança sanitária exigidas. Isso colabora diretamente para concretizar negócios no comércio internacional e colocar os produtos do Paraná no exterior”, conclui Meneguette.

(Com FAEP)

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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