Foto: Jônatas Boni
A colheita da segunda safra de milho 2025/26 em Mato Grosso entrou na reta final. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), cerca de 80% das lavouras já foram colhidas até a quinta-feira (23). Se o ritmo do trabalho for mantido, a expectativa é que a retirada dos grãos seja concluída entre a primeira e a segunda semana de agosto.
Segundo o coordenador de inteligência de mercado do Imea, Rodrigo Silva, o avanço da colheita segue próximo da média histórica e deve ganhar intensidade nos próximos dias.
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“A safra de milho 2025/26 está na reta final da colheita. Nossos indicadores já mostram um avanço próximo dos 80% e, ao longo desta semana, devemos observar incrementos mais expressivos”, diz.
Nesta safra, a produtividade já supera 128,64 sacas por hectare, e conforme destaca Rodrigo, esse é um novo recorde para Mato Grosso.
“Na safra passada foram 127 sacas por hectare. E agora já mapeamos que esse número será superado, após mais de 800 avaliações realizadas em 82 municípios pelo projeto Imea em Campo”, afirmou.
A estimativa mais recente do Imea em Campo, divulgada no dia 13 e julho, aponta para uma produção estadual de milho em 57,06 milhões de toneladas, volume 2,92% maior que o registrado na safra 2024/25.
De acordo com o Imea, o resultado reflete a expansão da área cultivada e as condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento das lavouras na maior parte do estado.
Com a perspectiva de uma safra recorde, o Valor Bruto da Produção (VBP) do milho também foi revisado para cima pelo Imea. Na terceira estimativa divulgada em julho, o instituto projetou o VBP do cereal em R$ 42,27 bilhões neste ano, aumento de quase 8% em relação a 2025.
Com esse desempenho, o milho passa a responder por 25,74% dos R$ 164,22 bilhões estimados para o Valor Bruto da Produção da agricultura mato-grossense.
Segundo divulgado pelo Imea no boletim semanal desta semana, o resultado é sustentado pelo preço médio projetado para a safra 2025/26, que permanece acima do registrado na temporada anterior, mesmo diante da pressão exercida pela elevada oferta.
O Projeto Custo de Produção Agropecuária (CPA MT), realizado pelo Imea em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar MT), também registrou redução em parte dos custos de produção da próxima safra do milho. Em junho, as despesas com fertilizantes e corretivos recuaram 2,38%, sendo estimadas em R$ 1.532,66 por hectare. O movimento foi favorecido pela normalização da logística no Oriente Médio, que permitiu a retomada das exportações e ampliou as condições de negociação para os compradores, pressionando os preços desses insumos.
Os gastos com defensivos também apresentaram leve queda, de 0,32%, ficando em R$ 913,04 por hectare. Já o custo com sementes avançou 0,95%, alcançando R$ 848,78 por hectare, limitando uma redução mais expressiva no custeio total, estimado em R$ 3.767,37 por hectare.
Com isso, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.493,40 por hectare e o Custo Operacional Total (COT) em R$ 6.057,70 por hectare, ambos com recuo de aproximadamente 0,6% em relação ao mês anterior.
Conforme apontou o Imea, considerando a produtividade estimada de 128,64 sacas por hectare, o produtor precisará comercializar o milho a R$ 42,70 por saca, no mínimo, para cobrir o COE e R$ 47,09 por saca para cobrir o COT.
O preço médio projetado para a safra 2026/27 é de R$ 44,76 por saca, suficiente para superar o ponto de equilíbrio do COE, mas ainda abaixo do necessário para cobrir integralmente o COT.
(Com CNA)
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