Temporais deixaram rastros de destruição no fim de semana

O temporal com granizo e ventos de até 66 km/h que atingiu Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, na noite de sábado, 16, deixou um rastro de destruição na cidade. Cerca de 20 mil casas ficaram sem luz em todo o estado. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o acumulado de chuva na cidade foi de 33,2 milímetros.
Segundo a Defesa Civil, em Ponta Grossa foram realizados 51 atendimentos de destelhamentos e uma ocorrência de queda de árvore sobre uma residência.
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O Corpo de Bombeiros também atendeu chamados por quedas de árvores e ocorrências relacionadas ao vendaval. Cerca de 200 casas foram atingidas e aproximadamente mil pessoas afetadas pelo temporal.

Outras regiões do Paraná também tiveram registro de granizo. Em Porto Rico, no Noroeste do estado, moradores relataram telhados perfurados pelas pedras de gelo. Houve ainda queda de árvores em avenidas da cidade.
No Mato Grosso do Sul, por sua vez, os temporais atingiram principalmente a região sul do estado. As cidades de Ivinhema e Dourados registraram chuva intensa, granizo e fortes rajadas de vento. Em Ivinhema, moradores registraram pedras de gelo grandes destruindo telhados de residências e quebrando para-brisas de veículos. Vídeos publicados nas redes sociais mostraram ruas tomadas pelo granizo e pessoas tentando proteger carros e imóveis durante a tempestade.
Em Dourados, a chuva veio acompanhada de ventos acima de 60 km/h. Houve relatos de queda de árvores, interrupção no fornecimento de energia e danos em estruturas urbanas. A tempestade também atingiu o Parque de Exposições João Humberto de Carvalho, onde ocorria a Expoagro 2026. Parte da estrutura do evento foi danificada pelos ventos fortes, levando ao cancelamento de um show que ocorreria durante a madrugada de domingo.
Os temporais ainda provocaram prejuízos em áreas rurais. Em Culturama, distrito de Fátima do Sul, produtores relataram perdas em lavouras após a passagem do vendaval e da chuva de granizo. No interior de São Paulo, a cidade de Bauru também enfrentou chuva intensa no domingo. Houve alagamentos em avenidas, queda de árvores e danos em veículos. A estrutura da fachada de uma churrascaria desabou sobre carros estacionados. As tempestades foram provocadas pela interação da instabilidade de um centro de baixa pressão com ar quente.
ARAUCÁRIA CAI EM CIMA DE ABADIA
O silêncio característicodo mosteiro beneditino foi interrompido pela força dos ventos e da chuva intensa. A araucária, conhecida por receber visitantes e servir de cenário para fotografias logo na entrada do local, não resistiu ao temporal.
“Se tivesse acontecido durante a tarde, teria sido fatal para os irmãos que trabalhavam lá e para os clientes que estavam na loja”, relatou Dom Bento, OSB. A estrutura atingida abrigava o estoque de produtos produzidos e comercializados pelos monges, além dos itens expostos para hóspedes e visitantes.
Segundo a comunidade, ainda não é possível calcular o prejuízo financeiro, já que parte dos materiais permanece sob os escombros e a árvore caída. Além de funcionar como espaço de atendimento ao público, a loja representa uma importante fonte de renda para a manutenção das atividades da vida monástica e da própria abadia.
Mesmo diante da destruição, os religiosos afirmam manter a fé e a esperança. Em mensagem divulgada após o temporal, Dom Bento citou uma passagem bíblica do livro de Jó: “Deus deu, Deus tirou… Bendito seja o nome do Senhor!”.
(Com Metsul e Dário dos Campos)



