Confinamento bovino deve crescer 55% em 2026

Fernanda Toigo

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Foto: Jônatas Boni

A engorda de gado em confinamento em 2026 deve atingir 1,44 milhão de cabeças em Mato Grosso, segundo revelou o 1° levantamento do Instituto Mato-Grossensse em Economia Agropecuária (Imea), publicado na quinta-feira (14). A expectativa é que o estado tenha um volume 55,39% superior, na comparação com o ano de 2025.

O levantamento do Imea foi feito durante o mês de abril e, segundo o instituto, esse avanço no confinamento deve ser sustentado pela produção de grande porte.

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De acordo com o estudo, os confinamentos com capacidade acima de 5.001 cabeças devem responder por 80,92% de toda a expectativa de confinamento em 2026, representando cerca de 1,17 milhão de bovinos.

A região Oeste lidera a intenção de confinamento com 407.912 cabeças, um aumento de 50% em relação ao ano passado. Em seguida aparece o Norte mato-grossense (333.487). Depois vêm Sudeste (192.500), Nordeste (153.414), Centro-Sul (143.573), Médio-Norte (134.573), e Noroeste (78.154).

Além do avanço projetado, mesmo em um cenário de preços elevados para o boi gordo, os confinadores têm ampliado o uso de mecanismos de proteção de preço em 2026. Esse comportamento reflete uma postura mais cautelosa do setor diante do aumento das incertezas no cenário econômico e geopolítico internacional.

Neste 1° levantamento do Imea em 2026, outro ponto de destaque é a melhora da relação de troca entre boi gordo e milho. O custo médio da diária confinada apresentou leve queda, passando de R$ 13,15 para R$ 13,05 por cabeça/dia, influenciado principalmente pela desvalorização do milho no estado.

A pesquisa do Imea aponta que os custos seguem pressionados pelo aumento do frete e do diesel, fatores que ainda impactam diretamente a operação dos confinamentos.

A expansão da atividade em Mato Grosso está concentrada nos confinamentos de grande porte, que devem registrar crescimento de 21,83% em relação ao ano anterior. Já os confinamentos menores, especialmente os com capacidade de até 1 mil cabeças, devem apresentar retração de 4,58%, refletindo maior dificuldade em absorver os custos mais elevados da reposição bovina.

Segundo o levantamento, existe uma preocupação crescente com a oferta de bezerros no mercado, consequência do elevado abate de fêmeas registrado nos últimos ciclos pecuários. O cenário reduz a disponibilidade de animais para reposição e mantém os preços elevados.

Projeção para o segundo semestre

O estudo do Imea mostra que o confinamento deve seguir com um papel estratégico no abastecimento da indústria frigorífica durante a entressafra pecuária, ao longo do segundo semestre de 2026.

Entre julho e dezembro, devem ser enviados para abate 82,6% dos animais confinados, mantendo a forte concentração da oferta no segundo semestre, período em que ocorre uma redução da capacidade de suporte da pastagem e o confinamento ganha importância no sistema engorda.

(Com CNA)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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