Navios voltam a transitar por Ormuz após cessar-fogo entre Irã, EUA e Israel

Em Ormuz, dois graneleiros transitaram com segurança segundo a MarineTraffic, enquanto 426 navios-tanque e outras embarcações seguem retidos, mantendo a incerteza sobre a normalização do corredor do petróleo
Ormuz voltou a registrar travessias de navios após o anúncio de cessar-fogo entre Irã, Estados Unidos e Israel. Pelo menos duas embarcações cruzaram o estreito com segurança, de acordo com os dados mais recentes da plataforma de monitoramento MarineTraffic.
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Mesmo assim, o movimento em Ormuz ainda ficou muito abaixo do padrão. Centenas de navios permaneciam na região do Golfo Pérsico, sugerindo que a retomada deve ser gradual e com cautela por parte do setor marítimo.
Dois graneleiros cruzam Ormuz após o cessar-fogo
Na manhã de quarta-feira (8), o NJ Earth, um navio graneleiro de propriedade grega, atravessou Ormuz, conforme os dados de rastreamento. Cerca de duas horas antes, o Daytona Beach, outro graneleiro com bandeira da Libéria, havia chegado ao Golfo de Omã, também segundo a MarineTraffic.
O número de travessias ainda é pequeno, mas o registro dessas passagens já sinalizou uma reativação inicial da circulação no estreito.
Centenas de embarcações seguem retidas no Golfo Pérsico
Apesar das travessias, a MarineTraffic informou que centenas de embarcações permaneciam na região. O conjunto incluía 426 navios-tanque, além de 34 navios transportadores de gás liquefeito de petróleo e 19 navios transportadores de gás natural liquefeito.
Esse acúmulo reforçou a leitura de que, mesmo com o cessar-fogo, a liberação do tráfego em Ormuz não acontece de forma imediata.
Rota usada em Ormuz passou por área de controle
Ao que tudo indicava, as duas embarcações seguiram uma rota que passa pela Ilha de Larak, no Irã. Informações anteriores da Lloyd’s List Intelligence apontaram a área como um posto de controle usado pela Guarda Revolucionária Islâmica para controlar o acesso a Ormuz.
O detalhe da rota ajuda a explicar a cautela e a sensibilidade em torno do corredor, especialmente no cenário pós-conflito.
Por que Ormuz é tão estratégico para o petróleo
Ormuz é um ponto crucial do transporte marítimo global. Especialistas em transporte expressaram incerteza sobre uma retomada rápida da circulação nesse trecho, onde normalmente passa cerca de 20% do suprimento mundial de petróleo.
Antes do início da guerra, cerca de 130 embarcações transitavam pela hidrovia diariamente, segundo a UNCTAD (Organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento), o que destaca o contraste com o fluxo ainda baixo observado agora.
Petróleo cai, mas o ritmo em Ormuz segue sob dúvida
Após o anúncio do cessar-fogo, os preços do petróleo despencaram, mas o mercado e o setor marítimo ainda monitoravam sinais concretos de normalização em Ormuz.
Em paralelo, surgiram indicações de que Irã e Omã devem cobrar taxas de navios que passarem pelo estreito, e o Irã afirmou que uma reabertura por duas semanas “é possível”, elementos que mantiveram o tema no radar.
No curto prazo, o retrato é de retomada lenta, com poucos navios atravessando e muitos ainda aguardando no Golfo Pérsico.
(Com Click Petróleo e Gás)











