Entidade propõe criação de banco de embriões para pecuária

Fernanda Toigo

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Foto: Lucas Nunes/Divulgação

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) defende a discussão sobre a criação de um banco genético voltado à preservação das raças da pecuária gaúcha. A medida é apontada pela entidade como estratégica para garantir a segurança e a continuidade produtiva em situações de risco, como eventuais ocorrências de enfermidades a exemplo da febre aftosa.

De acordo com a ABHB, a ideia surge em um momento de retomada da pecuária gaúcha e brasileira, marcado pela entrada em um novo ciclo pecuário, pela retenção de matrizes e pela valorização das categorias de reposição. Para a Associação, o cenário é impulsionado pela redução dos estoques globais de carne, pela demanda crescente por proteína de qualidade e pelo retorno da pecuária a áreas que antes eram destinadas exclusivamente à agricultura.

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Segundo o presidente da ABHB, Eduardo Soares, o debate sobre o banco genético está diretamente ligado à preparação da cadeia produtiva para os desafios futuros. “Estamos vivendo um momento muito relevante para a pecuária, com valorização das carnes de qualidade e protagonismo das genéticas Hereford e Braford em diferentes sistemas produtivos. Para aproveitar esse cenário, precisamos estar preparados como cadeia”, afirma.

O dirigente destaca que a ausência de uma reserva genética estruturada representa uma fragilidade importante para o Estado, especialmente no contexto sanitário do Conesul. “O Rio Grande do Sul deixou de vacinar contra a febre aftosa há vários anos, enquanto países vizinhos seguem com a imunização. Qualquer eventualidade sanitária pode causar um dano incalculável às genéticas aqui desenvolvidas”, observa.

A ideia da ABHB é que o banco genético funcione como um repositório estratégico, reunindo um número representativo de embriões das principais raças envolvidas na cadeia da carne. O objetivo é garantir a longevidade genética dos rebanhos e a segurança da produção em situações extremas. “Pensamos em um banco que contemple todas as raças de importância para a cadeia da carne do Sul do Brasil, assegurando a preservação genética como política de proteção da produção e da segurança alimentar”, explica Soares.

O tema está em fase inicial de debate e deve ser aprofundado com o poder público e outras entidades do setor. A expectativa da ABHB é ampliar essa discussão nos próximos meses e envolver diferentes segmentos da cadeia pecuária.

(Com AgroEffective para ABHB)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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