Brasil supera os EUA e torna-se o maior produtor de carne bovina do mundo

Fernanda Toigo

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Foto: Getty Images

Pela primeira vez na história, o Brasil não apenas mantém o título de maior exportador, mas também assume a posição de maior produtor mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos.

Os dados foram revelados pelo mais recente relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).

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A produção brasileira alcançou o recorde de 12,35 milhões de toneladas equivalente-carcaça (tec), registrando um crescimento de 4,2% sobre o ano anterior. Em contrapartida, os Estados Unidos viram sua oferta recuar 3,9%, totalizando 11,814 milhões de toneladas.

Os fatores da inversão de liderança

A ascensão brasileira ocorre em um momento de fragilidade estrutural no setor pecuário norte-americano. Os EUA enfrentam as consequências de uma longa liquidação de rebanho, impulsionada por secas severas e altos custos de insumos, resultando no menor rebanho bovino do país desde os anos 1970.

No Brasil, o volume recorde foi sustentado por um abate elevado, mas o cenário deve mudar em breve. O USDA projeta para 2026 um recuo na oferta nacional para 11,7 milhões de toneladas, devido ao início da fase de retenção de fêmeas no ciclo pecuário, visando a recomposição do rebanho diante da expectativa de alta nos preços.

Perspectivas para 2026: mercado global e importações dos EUA

O relatório aponta que 2026 será um ano de contração para a proteína vermelha em nível global, com queda estimada de 1% na produção mundial (61,032 milhões de tec).

Exportações em Queda: Os embarques globais devem diminuir 1%, refletindo a menor disponibilidade no Brasil, EUA e Austrália.

EUA como Importador: Com a produção interna restrita e a diminuição do abate de animais de descarte (carne magra), os Estados Unidos devem elevar suas importações em 2%, chegando a 2,5 milhões de toneladas.

Oportunidade para o Brasil

O declínio da produção americana e a redução de tarifas em mercados-chave devem estimular a entrada de carne brasileira e australiana no mercado norte-americano.

Apesar da liderança histórica em 2025, o “duelo” deve ser mais apertado em 2026, com uma projeção de empate técnico entre os dois gigantes, à medida que o ciclo pecuário brasileiro se volta para a retenção de matrizes e a reconstrução do valor da arroba.

(Com Forbes Agro)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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