Preço de ouro: Ibama apreende 19 toneladas de caviar

Fernanda Toigo

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Foto: Ibama

Uma megaoperação de fiscalização ambiental resultou na apreensão de 19 toneladas de ovas de peixe-voador,  também conhecido como caviar, no Porto do Pecém, no Ceará, nesta terça-feira (30). A carga, avaliada em mais de R$ 15,7 milhões, seria exportada para Formosa, em Taiwan, mas acabou barrada por irregularidades na documentação apresentada pela empresa responsável.

A ação foi coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com apoio da Receita Federal, e identificou divergências entre os dados declarados e os verificados durante a investigação. A principal infração foi a incapacidade da empresa de comprovar a origem legal do pescado— requisito fundamental para exportações de produtos de origem animal.

Como consequência, a empresa foi autuada e multada em R$ 411,7 mil por infração ambiental. A carga permanecerá sob responsabilidade da própria empresa — agora como fiel depositária — até que as autoridades decidam o destino final do produto.

Produto de alto valor agregado

O material apreendido trata-se de ovas de peixe-voador (Cypselurus), mais conhecidas no mercado internacional como tobiko ou golden caviar. Altamente valorizadas na gastronomia asiática, especialmente na culinária japonesa, essas ovas podem atingir o preço de até €10,60 (R$ 66,17) por embalagem de 80g, quando processadas.

Com esse preço, o carregamento interceptado poderia render aproximadamente €2,5 milhões (R$ 15,7 milhões) no mercado internacional, tornando-se uma das maiores apreensões do tipo no país nos últimos anos.

Monitoramento mais rígido

A ação demonstra o avanço da fiscalização ambiental brasileira, que vem se modernizando com o uso de tecnologia, cruzamento de dados e parcerias internacionais. O Ibama tem intensificado os controles sobre a cadeia produtiva da pesca, especialmente sobre espécies de alto valor comercial e suscetíveis à exploração irregular.

“A rastreabilidade e a legalidade da origem dos produtos são requisitos básicos. Quem exporta precisa estar com a documentação em dia e comprovar a sustentabilidade da atividade”, destaca um técnico do órgão.

A operação reforça o compromisso do Brasil com o combate à pesca ilegal, à exportação irregular e à preservação dos recursos naturais, especialmente num momento em que o país busca maior protagonismo nos mercados internacionais de produtos sustentáveis e rastreados.

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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