Livro feito por alunos vira projeto no Agrinho 2025

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Imagem: Faep

A curiosidade de um aluno da Escola Municipal Ângelo Mazzarotto, em Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro do Paraná, inspirou um projeto que une criatividade, aprendizado e transformação social. A partir da pergunta “De onde vem a ração dos cachorros?”, nasceu o livro “A festa da amizade entre o Campo e a Cidade”, escrito pela professora Andréia Godoy e ilustrado pelos estudantes, como parte das atividades do Programa Agrinho 2025, promovido pelo Sistema FAEP.

A pergunta do aluno abriu espaço para a professora ampliar o debate em sala de aula, propondo novas reflexões sobre a origem de alimentos do dia a dia, como o chocolate e o pão. Para abordar o tema de forma lúdica, Andréia criou o personagem “Campo” e, junto com a turma, desenvolveu a personagem “Cidade”, escolhida por votação entre as crianças.

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“Eles não sabiam de onde vinham os alimentos que consumiam. Decidi criar um personagem que representasse o campo e pedi para eles ajudarem com o restante. Eles se envolveram em todas as etapas, desde os desenhos até as visitas práticas”, conta a professora.

A festa da amizade entre o Campo e a Cidade-Baixar

Com idades entre 7 e 8 anos, os alunos participaram de atividades que deram vida ao conteúdo do livro. Visitaram uma fazenda, almoçaram em um restaurante rural, conheceram uma indústria de ração e foram à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), no município de Bandeirantes, para conhecer a fazenda experimental do curso de Medicina Veterinária. A turma também promoveu campanha de arrecadação de ração para ONGs de proteção animal, que superou 450 quilos de doações, com apoio da comunidade e de empresas locais.

O envolvimento da escola e da cidade cresceu junto com o projeto. O lançamento oficial do livro contou com sessão de autógrafos, presença do prefeito e cobertura da rádio local, que também patrocinou a impressão de exemplares. “As crianças deram entrevistas, se sentiram importantes. Foi emocionante. Com isso, estamos plantando sementinhas para o futuro”, destaca a professora.

Os personagens – que também viraram mascotes da escola – passaram a circular pelas casas dos alunos na “Sacola da Leitura”, aproximando as famílias do processo de alfabetização. “Com as rimas do livro, as visitas e os projetos interdisciplinares, a alfabetização flui de forma leve e prazerosa. As crianças aprendem com gosto”, completa a docente.

Veterana do Programa Agrinho, Andréia já havia conquistado o terceiro lugar na categoria Experiência Pedagógica na edição de 2023, com outro projeto inspirado em um aluno da Escola Ângelo Mazzarotto. Na época, a ideia surgiu do sonho de uma criança em tomar café da manhã em uma padaria – um desejo simples, mas distante da realidade das famílias mais carentes da comunidade escolar.

“Quando ganhei em 2023, nossa escola, que era vista como periférica, ficou em evidência e passou a ser reconhecida pelo excelente trabalho que desenvolve com as crianças. O Agrinho deu visibilidade e valorizou alunos e professores”, emociona-se a professora.

Para o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, histórias como a de Cornélio Procópio mostram a verdadeira essência do programa. “O Agrinho vai além do concurso. Ele transforma vidas, desperta talentos e valoriza o trabalho de professores que fazem a diferença na educação do Paraná”, afirma.

Imagem: Faep

(Com FAEP)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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