Safrinha: colheita exige decisões estratégicas e acesso a crédito

Fernanda Toigo

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Foto: Aires Mariga / Epagri

Agosto marca o pico da colheita da segunda safra de milho no Brasil, a chamada safrinha, etapa decisiva para o fluxo de caixa e a rentabilidade dos agricultores. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção do grão deve atingir 101,2 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 14,8% em relação ao ano anterior, impulsionado por clima favorável e maior área plantada.

“A safrinha não é apenas uma fase de colheita, mas um momento-chave de retorno financeiro para o produtor. Além do volume previsto, o avanço da colheita faz com que os agricultores avaliem a produtividade, a qualidade dos grãos e as oportunidades de comercialização — decisões que impactam diretamente a receita. Com o resultado da safra, é possível estimar a receita, antecipar pagamentos e se preparar para o início de uma nova etapa produtiva com organização”, explica Thays Moura, sócia-fundadora da Agree, agfintech especializada em captação de recursos para o agronegócio.

A previsão total para a produção de grãos no ciclo 2024/25 é de 339,6 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), um volume recorde. No comércio exterior, o desempenho também se mantém: o agronegócio brasileiro exportou US$ 82 bilhões no primeiro semestre de 2025, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado (-0,2%), conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Embora o crédito seja essencial em todas as fases da produção, ele se torna ainda mais estratégico em períodos como este, quando o produtor precisa equilibrar entradas, despesas e novos investimentos. “Além de resolver o curto prazo, o crédito bem planejado fortalece o longo prazo da atividade rural”, completa a executiva.

O IBGE projeta que a área a ser colhida em 2025 ultrapasse 81,2 milhões de hectares, crescimento de 2,7% frente ao ano anterior. Mato Grosso continua liderando a produção de grãos no país, com 31,5% do total, seguido por Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.

Apesar das boas perspectivas, o setor ainda enfrenta desafios, como o custo elevado de insumos e o preço das commodities. “A orientação da Agree é que o crédito seja utilizado com estratégia, com foco na saúde financeira e na sustentabilidade do negócio”, destaca Thays.
(Assessoria de Imprensa Agree)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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