Programa Novilho Precoce fortalece pecuária e valoriza a produção de carne de qualidade

Fernanda Toigo

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Foto: Ascom/Cidasc

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém, há mais de três décadas, o Programa Novilho Precoce, referência nacional na valorização da carne bovina de qualidade. Criado em 1993, o programa incentiva a produção de animais jovens, com carne mais macia, promovendo melhoria genética, rastreabilidade, manejo sustentável e bem-estar animal.

Atualmente, o programa reúne 26 abatedouros cadastrados e 6.837 propriedades rurais participantes. O selo comemorativo dos 30 anos, lançado em 2023, passou a ser utilizado por diversos frigoríficos nas embalagens, garantindo ao consumidor final a identificação de um produto diferenciado.

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O Programa apresenta maior representatividade na região Oeste do estado, porém abrange produtores de outras regiões, contemplando a participação em todo o território catarinense. Juntos, eles respondem por aproximadamente 50% do total de novilhos precoces abatidos no Estado.

Com relação ao destino dos animais, observa-se uma concentração significativa dos abates em frigoríficos localizados nas regiões do Vale do Itajaí e Oeste catarinense, que juntos respondem por parcela expressiva do volume total de animais abatidos no âmbito do Programa.

Segundo a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, o programa demonstra a capacidade do Estado em unir tradição e inovação. “O Novilho Precoce é um exemplo de política pública bem-sucedida, que alia qualidade da carne, sanidade animal, sustentabilidade e competitividade para a pecuária catarinense. É um programa que beneficia produtores, frigoríficos e consumidores, é sustentável por reduzir o tempo de produção e consolida a imagem de Santa Catarina como referência em produção de carne bovina diferenciada”, ressalta Celles.

A coordenadora estadual do programa na Cidasc, a médica-veterinária Flávia Klein, destaca o impacto direto no campo. “O incentivo ao abate de animais jovens estimula o produtor a investir em genética, nutrição e manejo, resultando em ganhos de produtividade e qualidade. Hoje, temos um sistema robusto, que garante benefícios econômicos aos pecuaristas e segurança do alimento à população”, destaca Flávia.

O Programa Novilho Precoce prevê benefícios tanto para produtores quanto para frigoríficos. O pecuarista recebe um adicional de 2,8% a 3,5% sobre o valor pago pelo kg da carcaça, enquanto o frigorífico tem direito a crédito presumido na mesma porcentagem, que pode ser descontado do total de impostos devidos.

Para participar, os produtores devem solicitar cadastro junto à Cidasc. A tipificação da carcaça no abatedouro garante o enquadramento:

  • Novilho superprecoce: até 20 meses, peso mínimo de carcaça de 180 kg (fêmeas) e 210 kg (machos); e
  • Novilho precoce: até 30 meses, peso mínimo de carcaça de 210 kg (fêmeas) e 240 kg (machos).

“A Cidasc acompanhou o governador Jorginho Mello na missão à Ásia e lá apresentamos o Novilho Precoce de Santa Catarina, o que impactou fortemente o público do SC Day em Tóquio. Vamos produzir mais carne precoce, para o Brasil e para o mundo”, afirma a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

(Por Ascom/Cidasc)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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