Fogo em plantação de eucaliptos se espalha por 4 fazendas

Um incêndio de grandes proporções atingiu uma plantação de eucalipto e se propagou a quatro fazendas próximas a Campo Grande, MS, na tarde deste sábado. Bombeiros, funcionários e a usina local trabalham para debelar as chamas com atuação terrestre e aérea, em uma operação que marca a primeira semana em que a cidade utiliza aeronaves Air Tractor no combate a incêndios.
O fogo começou em uma plantação de eucalipto e se espalhou para quatro fazendas nas proximidades de Campo Grande, a cerca de 30 km do trevo da BR-163, na saída em direção a São Paulo. Não há confirmação de feridos até o momento.
Bombeiros do Mato Grosso do Sul, em parceria com funcionários das fazendas e da usina, atuam pelo solo e pelo ar. Duas viaturas da capital vieram ao local, com um caminhão lançando água pelas laterais para conter as chamas.
Cinco caminhões-pipa das fazendas e duas caminhonetes da usina trabalham na linha de frente, enquanto máquinas pesadas realizam aceiros para isolar o fogo e evitar que a área se propague para áreas de preservação ou residências. O vento forte complica as operações.
Inovação no combate a incêndios
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) iniciou, na sexta-feira (22), o uso de aeronaves modelo Air Tractor para combate a incêndios em vegetação na região de Campo Grande. A ação busca agilizar o combate e reduzir danos ambientais e a risco a comunidades vizinhas.
Na primeira intervenção com o novo método, o Grupo de Operações Aéreas (GOA) atuou em três áreas da região sul da cidade, incluindo Itamaracá, Universitário, Moreninhas e Paulo Coelho Machado. Cerca de 20 mil litros de água foram lançados em sete abastecimentos de três mil litros cada.
A operação aérea é coordenada pelo GOA, com apoio do Centro de Operações e Comunicação do CBMMS (COCB) e das equipes no solo, em integração com a defesa civil local.
O uso da Air Tractor representa uma inovação no manejo de emergências na região, com foco em reduzir o tempo de resposta e proteger áreas sensíveis, incluindo zonas de preservação ambiental e áreas residenciais próximas.
Não há (até o fechamento deste texto) informações sobre a origem do fogo ou causas prováveis, e as autoridades continuam monitorando a evolução das chamas.











