Comissão de Mulheres fortalece protagonismo em evento nacional de liderança feminina

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Faep

Com a missão de ampliar sua representatividade e trazer novas estratégias para a atuação sindical no Paraná, integrantes da Comissão Estadual de Mulheres da FAEP (CEMF) participaram, nos dias 7 e 8 de agosto, do 2º Fórum da Liderança Feminina Sindical Rural. Promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o evento ocorreu na sede da entidade, em Brasília, e reuniu representantes de todo o país.

O encontro foi um importante espaço de articulação nacional, conectando comissões estaduais de mulheres, federações, sindicatos rurais e outras instituições representativas do setor agropecuário em torno de um objetivo comum: fortalecer a presença feminina nos espaços de decisão e fomentar o protagonismo das mulheres no sindicalismo rural.

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A presença paranaense no fórum é um reflexo do compromisso da CEMF com o fortalecimento da rede de lideranças femininas no Estado, além de representar uma oportunidade de trocar experiências e trazer contribuições à estrutura do Sistema FAEP.

A programação contemplou painéis sobre temas estratégicos, como geopolítica, economia, defesa institucional do agro e comunicação, além de oficinas práticas voltadas ao fortalecimento dos grupos estaduais de mulheres. A proposta é estimular a construção coletiva de propostas e ações aplicáveis ao sistema sindical, promovendo uma liderança mais diversa, representativa e preparada para os desafios.

Destaque paranaense

Durante o evento, Gayza de Paula Iácono, presidente do Sindicato Rural de Rolândia e coordenadora regional da CEMF, participou de um dos painéis, no qual compartilhou sua trajetória de reconstrução institucional à frente do sindicato e destacou o impacto transformador da comissão local de mulheres.

Gayxa, da comissão de mulheres
Gayza relatou sua experiência no Sindicato Rural de Rolândia

“Quando assumi o sindicato, há três anos, ele estava com o caixa defasado, as contas desorganizadas e sem credibilidade. Eu achava que não daria conta de tudo e recusei, num primeiro momento, a formação da comissão de mulheres. Mas quando montamos, foi um divisor de águas. Hoje temos representantes em todos os conselhos municipais e o sindicato se tornou referência. Se tivéssemos começado com a comissão desde o primeiro dia, os resultados teriam vindo ainda mais rápido”, relatou Gayza.

Com uma gestão marcada pela superação de desafios, ela também destacou a importância do apoio recebido. “O Sistema FAEP foi essencial para nos dar estrutura, conhecimento e força para transformar a realidade, por meio do Programa de Sustentabilidade Sindical. Hoje o sindicato é respeitado, e isso tem muito da força das mulheres”, completou.

Ela também reforçou a importância de mobilizar toda a família para dentro do sistema sindical. “Mais do que nunca, o sindicato rural é da família. Temos que envolver nossos maridos e filhos. Precisamos participar, ocupar espaços, defender o nosso legado”, apontou.

Novas lideranças

O fórum também marcou a integração de novas lideranças à CEMF. As coordenadoras Anaí Bacci Naves, de Assis Chateaubriand, e Luciane Eidam, de Ortigueira, participaram pela primeira vez do evento e destacaram a importância da união entre representantes de todo o Brasil em torno de um propósito coletivo.

Anaí, comissão de mulheres
Anaí participou do evento pela primeira vez

Na avaliação das coordenadoras, a experiência contribuiu diretamente para ampliar o entendimento sobre a atuação da CNA em nível nacional e o papel estratégico das comissões femininas dentro do sistema sindical rural. Para ambas, a vivência no fórum trouxe um novo fôlego para o trabalho de base, além de aprofundar a visão sobre o papel político e institucional que as comissões podem exercer.

Para Luciane, o evento representou uma oportunidade de amadurecimento como liderança, trazendo reflexões importantes sobre o papel da mulher no fortalecimento das instituições representativas do setor agropecuário, especialmente os sindicatos rurais. “Volto para casa diferente. Ainda mais forte, mais inspirada, com mais conhecimento e mais vontade de fazer a diferença. Ouvir histórias que nos inspiram faz a gente querer retornar para a casa com muita vontade de compartilhar, de mudar e de trazer pessoas para o sindicato”, afirmou.

Ela também destacou o acolhimento recebido na comissão estadual, ressaltando que esse ambiente de apoio e confiança é essencial para o fortalecimento do trabalho coletivo. Para a coordenadora de Ortigueira, esse vínculo entre as integrantes é o que sustenta o engajamento nas ações desenvolvidas, refletindo diretamente na valorização feminina dentro do sistema sindical, além de promover a união e a participação das famílias do campo nessas entidades.

Para Luciane, evento representou oportunidade de amadurecimento

Anaí ressaltou a importância da representatividade e da inspiração gerada pelo encontro com lideranças femininas de todas as regiões do país. “Estar na CNA, com mulheres de todo o Brasil, cada uma com sua história, sua força, sua inspiração, é uma experiência transformadora. Levo de volta uma bagagem cheia de aprendizado para poder inspirar outras mulheres no meu sindicato e na minha comunidade”, disse. Ela também se emocionou ao compartilhar como o convite para integrar a coordenação estadual representou o reconhecimento de sua trajetória, reforçando o papel das comissões como espaços de protagonismo feminino no sistema sindical.

As coordenadoras também enfatizaram a importância da escuta e do trabalho coletivo no exercício da liderança sindical rural. “Ser um líder é fazer a diferença onde você está e querer contribuir. É querer aprender com os demais que estão com você, porque sozinhos não fazemos nada. O líder é isso: reunir todos que fazem parte do sindicato, ouvindo os anseios deles e fazendo a diferença junto”, destacou Luciane. “Um líder precisa saber delegar e unir as pessoas. Eu procuro ouvir mais do que falar e dar um bom exemplo”, concluiu Anaí.

Fotos: Faep

(Com FAEP)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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