Aquicultura sustentável contribui para diminuição das mudanças climáticas

Fernanda Toigo

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Imagem: IP/SP

Enquanto o mundo se prepara para debater o futuro climático na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), reunindo líderes globais, cientistas e representantes da sociedade para debater ações de mitigação e adaptação diante dos impactos climáticos, o Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, reforça seu papel estratégico na produção de conhecimento voltado à sustentabilidade hídrica. A COP30 que ocorrerá entre os dias 10 e 21 de novembro em Belém (PA).

Dentre temas como energia, cidades e florestas, a água se destacará nos espaços exclusivos do evento, tendo a aquicultura como uma das estratégias para a redução da emissão de gases de efeito estufa, por meio da criação controlada de organismos aquáticos, que utiliza menos recursos naturais e emite menos carbono que a produção de proteína animal terrestre.

A infestação de cigarrinhas-do-milho está dentro do esperado

Com um olhar atento para este cenário, o Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, destaca a sustentabilidade da atividade aquícola, como, por exemplo, a algicultura (cultivo de macroalgas e microalgas, tanto de água marinha, água estuarina e água continental) e a aquaponia (produção de vegetais em um sistema de recirculação de água, onde se produz peixes, e as hortaliças crescem com os nutrientes ali disponíveis).

Com uma atuação de mais de meio século, o que o fez ser referência nacional em pesquisa e desenvolvimento das áreas de Pesca, Aquicultura e Recursos Hídricos Pesqueiros, o Instituto de Pesca, realiza projetos e programas que atendem aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e se relacionam com as discussões que acontecerão na COP30, como algicultura, rações sustentáveis, sistemas de recirculação de água e outros, que contribuem para a redução de: insumos com alta pegada de carbono; insegurança alimentar e alto consumo de água.

Segundo Marcello Villar Boock, pesquisador científico do Instituto e diretor da unidade de Serviço Regional de Pesquisa de Pirassununga, “Nos últimos anos, temos realizado aqui em Pirassununga, em parceria com outros Institutos da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta) como o Instituto de Zootecnia, Instituto Biológico e Instituto Agronômico de Campinas, pesquisas e treinamentos focados na integração da aquicultura com a agricultura e pecuária, visando otimizar a reciclagem de nutrientes. Técnicas como a aquaponia e a utilização de resíduos sólidos da Piscicultura em Sistemas de Recirculação para fertilização de plantas forrageiras, podem reduzir significativamente a utilização de fertilizantes químicos e o consumo de água na agropecuária, o quem vem de encontro aos ODS que serão debatidos na COP30”.

(Com Gabriela Souza/Instituto de Pesca)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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