Sanções à Rússia pressionam mercado de ureia no Brasil

Fernanda Toigo

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Imagem: Freepik

O Brasil pode enfrentar novos desafios no campo com a ampliação das sanções da União Europeia contra a Rússia, especialmente no que diz respeito à exportação de fertilizantes nitrogenados, como a ureia. Embora o país não esteja diretamente envolvido nas restrições, os efeitos indiretos preocupam o setor produtivo, já que aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de ureia russa são importadas anualmente pelo Brasil, insumo fundamental para a agricultura nacional.

A ureia é um dos fertilizantes mais utilizados nas lavouras brasileiras, principalmente nas culturas de milho, cana-de-açúcar e café, por seu alto teor de nitrogênio – elemento essencial para o crescimento e produtividade das plantas. Com o risco de encarecimento ou redução na oferta global, agricultores podem ter dificuldades para planejar a próxima safra, o que acende um sinal de alerta em relação à estabilidade dos preços e ao custo de produção no campo.

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Hoje, o Brasil consome cerca de 6 milhões de toneladas de ureia por ano, sendo mais de 80% desse volume importado, com destaque para países como Rússia, China e Irã. A dependência externa, que já preocupa há anos, tende a se tornar um gargalo ainda mais sensível diante de tensões geopolíticas, mudanças logísticas ou dificuldades de financiamento internacional.

Além do impacto direto sobre a lavoura, há também efeitos em cascata. O aumento do custo dos fertilizantes pode pressionar os preços dos alimentos, influenciando a inflação e o custo de vida das famílias. No campo, o produtor tende a pagar mais caro por um insumo essencial e, por vezes, enfrenta incertezas na hora de fechar contratos e planejar o manejo nutricional das culturas.

Diante desse cenário, especialistas defendem medidas mais firmes para reduzir a vulnerabilidade. Isso inclui diversificar os fornecedores internacionais, investir na produção nacional de fertilizantes nitrogenados — como fábricas movidas a gás natural —, além de incentivar o uso de tecnologias alternativas, como fertilizantes organominerais e fixação biológica de nitrogênio.

(Com Feagro)

 

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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