Programa beneficia produtores de carne de animais mais jovens

Fernanda Toigo

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A médica-veterinária Flávia Klein destaca os ganhos para todos os envolvidos na cadeia produtiva. Foto: Ascom/Cidasc

O Programa Novilho Precoce, instituído pela Secretaria da Agricultura e Pecuária (SAR)  e desenvolvido pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), completa 32 anos de atuação. Criado em 1993, o programa é um marco na valorização da produção de carne bovina de qualidade em Santa Catarina, promovendo a melhoria genética, o manejo sustentável e o bem-estar animal.

Ao longo dessas mais de três décadas, o Novilho Precoce consolidou-se como uma importante política pública de incentivo à pecuária de corte tecnificada, com foco em produtividade, rastreabilidade e sanidade. Tanto o produtor quanto o frigorífico recebem benefícios para a produção de carne de animais mais jovens, cuja carne é mais macia.

O pecuarista ganha um adicional de 2,8% a 3,5% sobre o valor pago pelo kg da carcaça pelo frigorífico. Já o abatedouro recebe um benefício fiscal, o crédito presumido na mesma porcentagem do repasse feito ao produtor, que pode ser descontado do total de impostos devido.

Para fazer jus a estas vantagens, é preciso solicitar o cadastro no programa (veja abaixo as orientações para produtores e para frigoríficos). A carne é avaliada com a tipificação da carcaça no abatedouro: o novilho superprecoce deve ter no máximo 20 meses e peso mínimo de carcaça de 180 kg, para fêmeas, e 210 kg, para machos; o precoce, no máximo 30 meses e peso mínimo de 210 kg, para fêmeas, e 240 kg, para machos.

“Esta é uma política pública de Santa Catarina, estabelecida pela Lei Estadual 9.183 de 1993, que estimula o abate de animais jovens e bem acabados. O Programa Novilho Precoce valoriza a qualidade da carne produzida e contribui para a redução do déficit interno de carne bovina. Todos saem ganhando”, afirma a médica-veterinária Flávia Klein, coordenadora estadual do programa na Cidasc.

Segundo a médica-veterinária da Cidasc, ao comercializar os animais no Programa Novilho Precoce, os produtores recebem cerca de R$ 170 a mais por animal. No último ano, o programa repassou mais de R$ 22 milhões aos pecuaristas participantes.

Para os abatedouros, o ganho em qualidade do produto se reverte em bons negócios e na satisfação dos consumidores, pela carne de qualidade superior. “O produtor, com este incentivo que recebe, procura trabalhar neste padrão. Para quem tem uma venda de 200, 300 animais por ano, é muito significativo. E para o nosso frigorífico, a qualidade é o mais importante. Temos uma linha premium com os cortes do Novilho Precoce e conseguimos agregar valor ao produto”, conta o empresário Edson José Broering, do frigorífico Broering, de Santo Amaro da Imperatriz.

Em todo o estado, são 26 abatedouros e mais de 6800 propriedades rurais cadastrados no Programa Novilho Precoce. Por ocasião dos 30 anos do programa, foi criado um selo comemorativo, que passou a ser utilizado na embalagem por muitos dos frigoríficos participantes como forma de identificar a carne e valorizar este produto diferenciado para o consumidor final.

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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