Fiscalização interdita peixaria no Mercado Público

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Ministério Público SC

O Programa de Proteção Jurídico-Sanitária dos Consumidores de Produtos de Origem Animal (POA), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), realizou mais uma vistoria nas peixarias e açougues do Mercado Público de Florianópolis e na unidade do Direto do Campo da Beira-Mar Norte. Uma das peixarias foi interditada devido ao armazenamento de pescados em condições impróprias para o consumo.

A operação para verificar as condições sanitárias dos produtos de origem animal ocorreu por intermédio da 29ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital e do Centro de Apoio Operacional do Consumidor (CCO) do MPSC, que coordena o POA, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola do Estado de Santa Catarina (CIDASC), Vigilância Sanitária, Serviço de Inspeção Municipal de Florianópolis e Polícias Civil e Militar, contando ainda com apoio do Coordenadoria de Inteligência e Segurança Institucional (CISI) e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).

O objetivo da ação foi fiscalizar as condições de armazenamento, prazos de validade, identificação de procedência e controle dos produtos de origem animal. Também foram verificadas as condições higiênico-sanitárias, adequação da temperatura do balcão de refrigeração, condições das mesas de manipulação, equipamentos e utensílios.

“Essa é uma grande operação que realizamos para garantir o cumprimento das resoluções e das medidas sanitárias, tanto no Mercado Público de Florianópolis quanto no outro estabelecimento comercial. Nosso objetivo principal é orientar os fornecedores, trazer os empreendedores para a regularidade e, assim, promover o desenvolvimento econômico do município sem renunciar à segurança do consumidor final”, afirmou a Coordenadora do CCO, Promotora de Justiça Aline Restel Trennepohl.

Na unidade do Direto do Campo foram apreendidos 70 quilos de produtos de origem animal – como carnes, embutidos e pescados – sem indicação de procedência. Já no Mercado Público, em uma das peixarias a situação encontrada levou à interdição do estabelecimento devido às más condições dos produtos armazenados. No local, foram recolhidos 200 quilos de pescados. Todas as informações serão encaminhadas à 29ª Promotoria de Justiça da Capital, que tomará as providências extrajudiciais e judiciais cabíveis nas esferas cível e criminal.

Operações são rotineiras 

As operações de fiscalização do POA ocorrem rotineiramente para garantir a qualidade dos produtos e o respeito às normas sanitárias na comercialização e no armazenamento dos produtos de origem animal. Em fevereiro de 2024, as atividades das 14 peixarias que funcionam no Mercado Público de Florianópolis foram suspensas por uma série de irregularidades constatadas em uma operação.

Foto: Ministério Público SC

Para alguns, a situação foi mais fácil de regularizar e puderam reabrir as portas em poucas horas. Em outros, considerados casos mais graves, foram necessários alguns dias. Após, as peixarias passaram a funcionar regularmente, mas as fiscalizações e vistorias continuam ocorrendo para que as exigências legais para garantir a saúde do consumidor sejam sempre integralmente cumpridas.

(Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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