Cooperativas-escola modernizam ensino agrícola

O Colégio Agrícola da Lapa não precisa mais esperar semanas para consertar um trator. Graças à cooperativa-escola, a manutenção agora ocorre no mesmo dia, com recursos próprios e decisões compartilhadas entre alunos, professores e direção. A agilidade é reflexo de uma transformação que alcança 21 dos 26 colégios agrícolas e florestais do Paraná, adaptados à legislação estadual que regulamenta o modelo cooperativo.
Idealizado pelo Governo do Estado, o novo sistema permite autonomia para compra de insumos, comercialização de excedentes e reinvestimento em infraestrutura e aulas práticas. Antes, os recursos obtidos precisavam ser repassados ao Estado ou usados de forma informal.
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Na Lapa, que atende mais de 400 estudantes, a cooperativa já viabilizou melhorias na produção de leite, aquisição de sementes e contratação de serviços. Segundo o diretor Eros Amaral, além de reduzir a burocracia, o modelo fortalece o aprendizado e a gestão participativa.
A participação estudantil é central. Alunos tomam decisões, acompanham resultados e vivem o cooperativismo na prática. Para o professor Marcos Pontarolo, vice da cooperativa local, o modelo integra teoria e prática, reduz entraves administrativos e incentiva a produção agroindustrial na escola.

O Colégio Agrícola de Rio Negro, com cooperativa ativa desde 1982, também serve de exemplo. A unidade modernizou sua estrutura e adquiriu equipamentos com agilidade. “Ganhamos eficiência e melhoramos o ensino”, afirma Armando Robert, diretor da Unidade Didática Produtiva.
A proposta, oficializada pela Lei 21.554 em 2023, já inspira escolas como o Centro Florestal de Irati, que adquiriu uma granja suinícola com tecnologia alemã. Alunos também vêm apresentando projetos em feiras técnicas e ampliando o contato com o setor produtivo.
(Com AEN/PR)











