Chuvas fortes: Prejuízos nas lavouras deixam famílias desalojadas

Fernanda Toigo

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Imagem: reprodução/Rádio Integração

As fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul nesta semana têm causado prejuízos no campo e transtornos para a população. Segundo a Defesa Civil, já são 86 municípios com registros de danos, cerca de 2 mil pessoas desalojadas, quase mil em abrigos e duas mortes confirmadas. Uma pessoa segue desaparecida.

Na zona rural, técnicos da Emater-RS seguem visitando propriedades para avaliar os estragos. As principais perdas estão sendo registradas em lavouras de milho segunda safra e de fumo, principalmente em regiões como a Fronteira Oeste, Vale do Rio Pardo e Quarta Colônia. Nessas áreas, a colheita do milho já estava prevista para os próximos dias, mas muitas plantações foram atingidas por enxurradas e erosão do solo.

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Além das lavouras, produtores também perderam equipamentos como motobombas, usadas na irrigação, e tiveram estruturas danificadas pela força da água. Em Santa Maria, por exemplo, uma das regiões mais afetadas, mesmo com o arroz já quase totalmente colhido, os prejuízos em máquinas e acessos foram grandes.

A situação preocupa ainda mais por causa da previsão de continuidade das chuvas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os volumes devem ultrapassar os 500 milímetros em algumas áreas até o fim da semana. Há alertas para deslizamentos, alagamentos e rajadas de vento de até 100 km/h.

E não é só a chuva que traz riscos. A partir do domingo (23), uma frente fria deve derrubar as temperaturas e trazer geadas para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e até parte do Mato Grosso do Sul e interior paulista. Esse frio pode afetar as culturas de inverno que estão em fase inicial, como trigo, canola e aveia, além de comprometer áreas de milho que ainda não estão prontas para a colheita no Paraná.

A Emater-RS lembra que os produtores devem seguir atentos às orientações técnicas para evitar maiores prejuízos. O solo gaúcho, já bastante afetado pelas enchentes do ano passado, continua vulnerável, e o risco de erosões e perda de fertilidade segue alto.

Neste momento, o trabalho dos técnicos, das cooperativas e da assistência rural é fundamental para orientar os produtores na recuperação das áreas e na proteção das lavouras que ainda estão em desenvolvimento. A Defesa Civil também segue monitorando a situação e avaliando a necessidade de decretar estado de emergência nas regiões mais atingidas.

(Com Pensar Agro)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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