“Olha o Mico” e Capivarômetro estreiam no Paraná

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Cesar Brustolin/SECOM

Capivarômetro, já ouviu falar? No Parná existe. O Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e a Superintendência de Tecnologia da Informação da Secretaria Municipal de Administração e Tecnologia da Informação desenvolveram o portal Fauna Silvestre de Curitiba, baseado nos princípios da Ciência Cidadã, que conta com a participação pública na coleta de dados para a pesquisa científica. Com o portal, é possível obter orientações e informações sobre espécies silvestres e contribuir para o conhecimento e monitoramento desses animais na cidade.

Foram lançados dois projetos participativos envolvendo o mapeamento de espécies: Olha o Mico! e Capivarômetro.

“O envolvimento ativo da sociedade em questões técnicas, científicas e de gestão é de grande importância. Muitas vezes a pessoa acha que não tem como contribuir, mas há casos que somente com a participação da população é possível ter os resultados esperados”, ressalta André Lima, biólogo do Museu de História Natural Capão da Imbuia e um dos desenvolvedores do portal.

Olha o mico!

O projeto Olha o mico! tem como objetivo inicial o mapeamento das espécies de macacos em Curitiba. Após essa etapa, o Departamento de Pesquisa e Conservação de Fauna, da SMMA, poderá estabelecer estratégias de manejo e monitoramento adequadas à realidade de cada espécie, visando o bem-estar da fauna e da população.

Em Curitiba, as espécies de primatas incluem o macaco-prego e os micos, também conhecidos como saguis, e o bugio-ruivo, ameaçado de extinção, com raros registros atuais na cidade Já os saguis são espécies exóticas (originais de outra região) e em aparente expansão populacional.

Capivarômetro

Outro projeto lançado no Dia Internacional da Biodiversidade foi o Capivarômetro de Curitiba, voltado ao monitoramento das capivaras na cidade. Atualmente, cerca de 350 indivíduos da espécie são acompanhados de forma periódica.

Na primeira fase do projeto, o objetivo é registrar todas as áreas onde há presença de capivaras em Curitiba, indo além das regiões já conhecidas, para mapear com precisão a distribuição da espécie. A segunda fase prevê a estimativa do tamanho das populações, analisando sua dinâmica ao longo do tempo — se estão aumentando ou diminuindo. Com esses dados, será possível desenvolver estratégias eficazes para o manejo e a conservação da espécie em longo prazo.

Funcionalidades do portal

Entre as principais funcionalidades do site estão possibilidade de o cidadão comunicar caso encontre um animal silvestre em risco, com orientações sobre como proceder, além da consulta a um catálogo de espécies encontradas na cidade e participação em projetos de pesquisas técnico-científicas. Para André Lima, existe grande interesse do público por informações sobre animais silvestres.

“A origem do portal veio com base no conceito de permitir que a população participe ativamente de projetos relacionados à fauna silvestre. São congregados três serviços com funcionalidades diferentes, mas todas relacionadas à fauna”, comenta.

Identificação por IA

O portal conta com Inteligência Artificial (IA) que auxilia na identificação de animais silvestres, fator importante para determinar qual procedimento o cidadão deve adotar caso encontre algum. Ao encaminhar uma foto ou preencher um formulário de informações, a IA irá identificar o animal, direcionando ao procedimento mais adequado, o que pode, conforme a situação, incluir desde contatar um órgão público responsável ou simplesmente deixar o animal seguir o seu curso natural.

“Muitas vezes a pessoa encontra algum animal em situação de risco na rua ou até mesmo dentro de casa e não sabe o que fazer. A IA serve para auxiliá-lo”, explica Herick Dal Gobbo, assessor de Tecnologia da Secretaria Municipal de Administração e Tecnologia da Informação e desenvolvedor da IA do portal Fauna Silvestre de Curitiba.

(Por Assessoria de Comunicação – Prefeitura de Curitiba)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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