Detecção de caso de influenza aviária na Argentina acende alerta

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Kleitton Pan

O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Alimentar (Senasa) da Argentina confirmou um novo caso de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1), na província de Chaco. Foram acometidas galinhas, patos e perus em criação de fundo de quintal. A detecção acende o alerta para o Rio Grande do Sul.

“Estamos acompanhando a ocorrência de muitos casos de influenza aviária em granjas avícolas nos Estados Unidos e vivendo um momento de grande migração de aves do Hemisfério Norte para cá”, conta a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola, Ananda Kowalski.

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) reforça que sejam redobrados os cuidados com a biosseguridade nas granjas avícolas e para que o Serviço Veterinário Oficial seja notificado em caso de qualquer suspeita.

“Pedimos aos produtores máxima atenção com os cuidados preventivos nas granjas avícolas. É muito importante que revisem telas, cercas, passarinheiras, composteiras, reservatórios de água e silos de ração. Qualquer forma de contato de aves silvestres com as criações deve ser evitada. A troca de roupas e calçados, assim como a desinfecção de veículos que ingressam nas granjas, são medidas extremamente importantes para evitarmos a entrada e disseminação do vírus na criação comercial. Mais do que nunca, o avicultor precisa ser rigoroso em todos os procedimentos preventivos”, ressalta Ananda.

Medidas importantes

Revisão da estrutura dos galpões, com atenção às telas, cercas e passarinheiras, as quais devem estar íntegras de maneira a não permitir o ingresso de aves silvestres ou animais domésticos;

Manter portas e portões fechados;

Desinfecção de todos os veículos que precisarem acessar as granjas;

Utilização de roupa e calçados exclusivos para a granja;

Lavar as mãos com água e sabão antes e depois de manejar as aves;

Não permitir a entrada de visitantes na granja;

Manter reservatórios de água e ração devidamente fechados e fornecer apenas água clorada às aves;

Comunicar qualquer suspeita à Inspetoria ou Escritório de Defesa Agropecuária do seu município.

A influenza aviária é altamente contagiosa, podendo afetar aves domésticas e silvestres. Sua ocorrência em granja comercial causaria um grande impacto ao setor avícola do Rio Grande do Sul. Até o momento, não há registros da doença na produção comercial do Brasil.

Ações de vigilância

Em 2024, a Seapi realizou 1.072  fiscalizações de biosseguridade em granjas avícolas e 1.076  fiscalizações em casas agropecuárias com venda de aves vivas. Na vigilância ativa, uma amostra composta por 349 granjas avícolas e 56 criações com aves de subsistência foi visitada. Durante o ano passado, foram 1.583 ações de vigilância ativa e 4.394 ações de educação sanitária.

Na vigilância passiva, motivada por suspeitas notificadas à Secretaria, foram realizados 146 atendimentos de casos suspeitos e 52 coletas de casos prováveis.

(Com Agricultura/RS)

 

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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