Gelo e fogo: Geadas no Sul e calor, seca e incêndios no restante do país

Fernanda Toigo

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Reprodução: Feagro MT

A semana deve ser de preocupação para os produtores rurais, principalmente da região Sul do Brasil, por conta das previsões de geadas que podem afetar as lavouras em diversas áreas. A massa de ar frio e seco que se estabeleceu sobre o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul eleva o risco de geada, especialmente em regiões tradicionalmente mais vulneráveis.

No Paraná, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental (Simepar) alerta para a possibilidade de geadas entre o sul do estado e os Campos Gerais, onde as temperaturas caem drasticamente. Guarapuava, por exemplo, pode registrar uma mínima de 3ºC nesta segunda-feira (12.08), com sensação térmica negativa.

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Em Santa Catarina, a Defesa Civil prevê temperaturas mínimas ainda mais rigorosas, variando entre 0 e -4°C no meio oeste e planaltos, enquanto no Oeste, Alto Vale do Itajaí e Grande Florianópolis serrana, os termômetros podem marcar de 1 a 5°C. As demais regiões do estado devem enfrentar mínimas entre 5 e 10°C.

O Rio Grande do Sul também está sob alerta, com um anticiclone migratório intensificando o frio e elevando o risco de geadas em boa parte do estado. A exceção, segundo a Emater, são áreas próximas à Laguna dos Patos, Lagoa Mirim e Região dos Vales, onde a formação de geada é menos provável.

Enquanto isso, em outras partes do Brasil, como no Centro-Oeste e Norte, o clima permanece seco e quente, com previsão de temperaturas altas, chegando a 32ºC em Cuiabá (MT) e até 39ºC em Palmas (TO).

Mais de 1,7 mil municípios brasileiros foram gravemente afetados pela seca desde o ano passado, com cerca de 404 cidades enfrentando seca extrema e 1.361 a seca severa, conforme dados da planilha de classificação de seca nos municípios, segundo o Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Apenas na região Norte, há previsões de pancadas de chuva isoladas, mas o tempo quente predomina, com máximas acima dos 30ºC.

O tempo seco aumenta o risco de incêndios florestais em diversas áreas, principalmente do Centro-Oeste onde tem se verificado vários focos nos últimos dias. A baixa umidade relativa do ar e a ausência de chuvas significativas nas últimas semanas criam condições favoráveis para a propagação rápida de focos de incêndio, representando uma ameaça adicional para o meio ambiente e a agricultura. Autoridades locais recomendam atenção redobrada e medidas preventivas para evitar que pequenas queimadas se transformem em grandes incêndios, especialmente em áreas de vegetação seca e florestas.

(Fonte: Pensar Agro)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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