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Piranhas surgem nas ruas de Porto Alegre e revelam desequilíbrio ambiental

Não bastasse toda a tragédia causada pela enxurrada, a invasão das águas pelas cidades gaúchas revela outra desordem que pode comprometer a biodiversidade, com riscos à saúde e danos econômicos. Nas últimas semanas piranhas foram vistas pelas ruas de Porto Alegre.

Trata-se da espécie palometas (Serrasalmus maculatus). A palometa tem coloração amarelada e corpo robusto que pode atingir até 2 kg. Segundo especialistas, as piranhas vistas na capital gaúcha não são nativas da bacia da Laguna dos Patos e pode representar uma ameaça.

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As piranhas amarelas, como também são conhecidas, foram flagradas no bairro Auxiliadora e são nativas da bacia do rio Uruguai, Se tornaram invasoras do rio Jacuí. Um artigo publicado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul menciona que a migração nos últimos anos, aconteceu a partir de canais artificiais de irrigação. As últimas cheias desencadearam um acesso maior da espécie a outros ambientes.

Pontos azuis indicam lugares onde as palometas são nativas. Pontos vermelhos indicam onde espécie é invasora — Foto: Reprodução/UFRGS

O estudo da universidade, publicado na revista ‘Bio Diverso’, da UFRGS, destaca que as espécies não nativas podem causar doenças e disseminar parasitas para os quais as espécies locais e os humanos não têm imunidade. Qual o risco? Doenças que esses peixes tenham podem se espalhar rapidamente dos invasores para os peixes nativos , e potencialmente infectar pessoas que consumirem esses peixes ou entrarem em contato com águas contaminadas​.

Há também a questão da disputa na natureza. As espécies invasoras competem com as nativas e há receio tremendo dos impactos diretos na aquicultura. E como colocar ordem no caos? A orientação é a remoção de animais em áreas críticas, restauração de habitats degradados e fiscalização. A operação só será possível quando no nível do rio Guaíba baixar.

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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