Brasil precisa diversificar e ampliar exportações à China

Fernanda Toigo

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FOTO: Ass/Com/CNA

A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, afirmou que o Brasil precisa diversificar cada vez mais a pauta exportadora de produtos do agro para a China e ampliar a base de empresas que exportam para o mercado asiático.

“O Brasil tem que exportar muito mais soja e carne bovina para a China, mas é importante, também, fazer um esforço para aumentar o volume de produtos que não são tradicionais. A nossa pauta exportadora precisa refletir a diversidade da produção agropecuária do país”, disse Sueme durante a Conferência Internacional “50 anos da relação Brasil-China: cooperação para um mundo sustentável”.

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O evento foi realizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), em parceria com o National Top Think Tank e o Institute of Latin American Studies da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), na sede da CNA, em Brasília.

No painel “Agronegócio, inovação e transição ecológica”, Sueme Mori destacou que o Brasil é uma potência quando o assunto é produção e exportação de alimentos, mas ainda precisa ampliar o número de empresas exportadoras do agro e promover produtos que não são tradicionais da pauta, como mel e frutas.

Diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori
Diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori

“É necessário preparar os empresários rurais brasileiros para entrarem nesse mercado. É um trabalho de longo prazo, que exige atendimento individualizado e atuação conjunta entre governo e setor privado”, afirmou.

A diretora de Relações Internacionais ressaltou que a CNA apoia a internacionalização de novas empresas, por meio do projeto Agro.BR. A iniciativa é realizada em parceria com a Apex-Brasil que busca apoiar os pequenos e médios produtores rurais no acesso ao mercado internacional por meio das exportações e também por outras vias como o e-commerce.

A diplomata na embaixada do Brasil em Pequim, Letícia Frazão Leme, falou sobre a política de autossuficiência alimentar da China e como ela pode afetar a relação com o Brasil.

Já para o professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Marcos Jank, a China continua sendo um importante destino das exportações brasileiras, uma parceria estratégica que precisa de transparência e previsibilidade.

No debate, o assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Ernesto Augustin, explanou sobre a potencialidade do Brasil em transformar áreas de pastagens em agricultura e garantir a segurança alimentar. Em seguida, o diretor-executivo do Bocom BBM, destacou a atuação do banco no mercado de capitais e a relação com o agro e a China.

Em sua fala, a líder de Sustentabilidade da Syngenta, Grazielle Parenti, pontuou sobre a transformação da agricultura brasileira com o uso da tecnologia e inovação e empreendedorismo do produtor rural.

Por fim, a diretora do Instituto de Economia Industrial da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), Shi Dan, falou sobre o equilíbrio entre a oferta e a demanda para alcançar o objetivo do Brasil como exportador e da China como importador de alimentos.

(Com Assessoria Comunicação CNA)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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