Vacas conquistam direito ao descanso e produtores acatam em nome da produtividade

Fernanda Toigo

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Foto: Freepik

O tempo de descanso das vacas leiteiras impacta na produção de leite e no desempenho geral do animal. O ideal é que as vacas descansem 12 horas por dia, mas a qualidade do local de descanso também é importante. A falta de descanso afeta negativamente o sono e o bem-estar das vacas.

O descanso inadequado causa problemas nos cascos. A pressão nos cascos aumenta quando as vacas ficam em pé por muito tempo, afetando o desempenho produtivo e reprodutivo. Além disso, influencia no consumo de matéria seca, com estudos mostrando que cada 3,5 minutos de descanso perdido resultam em 1 minuto a menos de alimentação.

Pesquisas indicam que o aumento no tempo de descanso pode aumentar a produção de leite, especialmente em vacas de alta produção, podendo representar um acréscimo de aproximadamente 1,5 kg de leite. O fluxo sanguíneo no úbere também é afetado, sendo mais significativo quando as vacas estão deitadas.

Diversos fatores na fazenda influenciam o tempo de descanso, como a qualidade e umidade da cama, disponibilidade de espaço, estresse por calor e condições ideais para diferentes sistemas de alojamento. Em resumo, investir em instalações adequadas e estratégias de manejo que promovam o bem-estar animal não apenas beneficia as vacas leiteiras, mas também contribui para a eficiência produtiva e econômica da atividade leiteira.

Fonte: Milk Point com Abraleite

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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