Bicho da seda: Embrapa estuda alternativa econômica para ampliar produção

Fernanda Toigo

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Criação do bicho da seda (Foto: Arquivo Embrapa)

A sericicultura, produção do bicho da seda,  pode ganhar novo impulso para a economia sul-mato-grossense a partir de um projeto embrionário que começa a ser desenvolvido pela Embrapa (consiste na criação de formas mais resistentes para a criação do bicho da seda) de modo a ampliar a produção de casulos em algumas regiões do Estado.

Mato Grosso do Sul que desponta, ao lado de Paraná e São Paulo, como maiores criadores do inseto que faz a seda brasileira se sobressair como de melhor qualidade no mercado mundial de tecidos, também vem enfrentando a contaminação ambiental por agrotóxicos na produção de amora. Esse fato despertou grupo de pesquisadores da Embrapa.

“Nós estamos dispostos a aprofundar estudos por meio da Embrapa e diagnosticar alguns pontos para o incremento da produção e é possível intermediar com o Estado, com a assistência técnica oferecida pela Agraer e a abertura de novos mercados, junto à Abraseda [a Associação Brasileira do setor] para não deixar a atividade morrer”, defendeu o pesquisador Auro Akio Otsubo, chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Unidade de Embrapa em Dourados, durante encontro com o vice-governador do Estado, José Carlos Barbosa, o Barbosinha.

Fator estimulante para que essa parceria seja levada ao governador Eduardo Riedel, conforme sugeriu o chefe-geral Harley Nonato de Oliveira, ao recepcionar, na última segunda-feira (13), o vice-governador na unidade descentralizada da Embrapa, é o fato de que a indústria garante a produção e ainda oferece treinamento aos segmentos que desejarem empreender nessa atividade. O chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento, Rafael Zanoni Fontes, também participou do encontro.

Barbosinha se encarregou de agendar uma apresentação do projeto pelos técnicos da Embrapa, onde estariam envolvidos trabalhadores da agricultura familiar, quilombolas e habitantes das aldeias indígenas do Estado. Atualmente, Mato Grosso do Sul é responsável por uma produção estimada em pouco mais de 500 mil insetos, em atividade concentrada em Novo Horizonte do Sul (67,66%), Itaquiraí (19,46%) e Rio Brilhante (12,82%), conforme dados da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

“Tenho certeza de que o Riedel, diante da alta qualidade do entendimento que domina frente aos desafios que se impõem ao nosso Estado, no sentido de criar novas alternativas de produção, estará mais uma vez à frente de um projeto-piloto que virá servir de modelo para o Brasil, de integração da Embrapa e o Mato Grosso do Sul para inserir indígenas, quilombolas e a agricultura familiar nesse campo fértil da diversificação econômica”, assegurou o vice-governador.

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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