AQUICULTURA

Atenção pescadores! Força-tarefa para zerar a fila de cadastro da categoria é prorrogada

Os pescadores profissionais que ainda não têm o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) terão mais tempo para fazer o pedido. A força-tarefa formada por servidores dos ministérios da Pesca e Aquicultura, Previdência Social e Trabalho e Emprego, com o objetivo de zerar a fila do RGP, foi prorrogada até 10 de novembro.

O documento equivale ao registro profissional dos pescadores. Sem ele, esses profissionais são considerados ilegais, não conseguindo vender o pescado, ou, ainda, podendo ser presos pela fiscalização ambiental.

“O documento mostra que o pescador é legal, permitindo que ele possa adquirir os benefícios sociais aos quais faz jus, inclusive o Seguro Defeso”, explica o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula. “Nós estamos fazendo um esforço grande e muito rapidamente nós vamos ter zerado essa fila. A pesca no Brasil será uma pesca feita na legalidade”, acrescentou.

Em janeiro deste ano, 226 mil pedidos de registro se acumulavam em todo o país. Nos anos anteriores, o governo sequer analisou as solicitações, deixando centenas de milhares de pescadores atuando na ilegalidade.

Dos 100.595 pedidos já processados pela força-tarefa, iniciada no dia 15 de setembro, 77.246 foram deferidos, ou seja, pescadores que tiveram seu registro concedido. Atualmente, a fila está reduzida a menos de 130 mil pedidos.

Os estados do Acre, Amazonas, Pernambuco, Rondônia e Roraima e o Distrito Federal já não têm mais nenhuma solicitação de RGP à espera de resposta.

O pescador Felipe Nicolau, do município de Tijucas, em Santa Catarina, já emitiu seu registro e reconhece a importância desse cadastro. “A carteirinha é uma segurança para os pescadores, para trabalharmos legalizados, tanto por causa da fiscalização, quanto para garantir os benefícios”, disse.

Sem o RGP, o pescador não tem como para garantir o recebimento do Seguro Desemprego do Pescador Artesanal (SDPA), popularmente conhecido como Seguro Defeso, benefício no valor de um salário mínimo que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) paga a pessoas que dependem exclusivamente da pesca de pequeno porte. Isso é feito para subsidiar a renda familiar durante o período em que a atividade pesqueira é proibida, visando garantir o crescimento e reprodução das espécies.

O pescador já registrado pode solicitar o benefício pela primeira vez pelo telefone 135, disponível de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h; pelo site do INSS, pelo aplicativo Meu INSS e em entidades de pescadores que têm parceria com o INSS, como associações, colônias e sindicatos, que auxiliam com as solicitações.

Os profissionais que ainda não estão cadastrados podem solicitar o Registro de Pescador Profissional acessando o endereço do serviço de registro.

(Com Agência Brasil)

Débora Damasceno

Recent Posts

Polícia Civil elucida latrocínio contra produtor rural

A Polícia Civil do Paraná, por meio do Setor Operacional e do Setor de Homicídios…

outubro 16, 2026

CNA apresenta propostas do setor agropecuário para a COP31

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, na quinta (15), o posicionamento…

outubro 16, 2026

Derrubada da cobrança do Funrural gera revisão de dívidas

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional, nesta quinta-feira (15.10), a cobrança do Fundo de…

outubro 16, 2026

Cotações Agropecuárias: Preços seguem estáveis na maioria das regiões

Os preços dos ovos permanecem estáveis na primeira quinzena de outubro na maioria das regiões…

outubro 16, 2026

Queijaria do Sudoeste incorpora turismo rural no negócio

Empresa Irmão Queijeiro diversifica as atividades na propriedade em Chopinzinho, fortalecendo o projeto da família…

outubro 16, 2026

Crédito Rural cai 20,2% e custo da soja supera R$ 5 mil por hectare

O acesso ao Crédito Rural se tornou um dos principais desafios para o financiamento da…

outubro 16, 2026

O site SOU AGRO utiliza cookies e outras tecnologias

Leia Mais