Imagens de satélite vão facilitar controle de crimes ambientais

Fernanda Toigo

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Foto: IAT

O Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná aderiu ao programa Brasil M.A.I.S (Meio Ambiente Integrado e Seguro) do Governo Federal em setembro, expandindo sua capacidade de fiscalização ambiental com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Polícia Federal (PF). O convênio permitiu o acesso à plataforma Rede MAIS, que fornece imagens diárias de mais de 180 satélites com uma resolução espacial de três metros, aumentando a precisão da monitorização de áreas ambientais.

Essa tecnologia de alta qualidade possibilita a detecção de crimes ambientais, como incêndios florestais e desmatamento em pequenas propriedades, ampliando o alcance da vigilância eletrônica do IAT. Além disso, contribui para a verificação das informações fornecidas por proprietários rurais durante o Cadastro Ambiental Rural (CAR), garantindo a conformidade entre as declarações e a realidade da área produtiva.

O Núcleo de Inteligência Geográfica e da Informação (NGI) do IAT está capacitando técnicos das 21 regionais do órgão para a utilização eficaz do sistema, com a expectativa de que ele esteja em pleno funcionamento até outubro.

A engenheira cartógrafa do NGI, Gislene Lessa, destaca a alta resolução espacial do imageamento diário, que permite o monitoramento de várias atividades, como queimadas, desmatamento e abertura de estradas. A plataforma também oferece um painel de alertas, no qual algoritmos de sensoriamento remoto identificam áreas desmatadas, gerando pontos de atenção com detalhes sobre a supressão.

Além disso, a Rede MAIS disponibiliza um mosaico mensal de imagens selecionadas para facilitar a visualização das áreas devastadas em um determinado período pré-selecionado.

Para garantir a qualidade do trabalho, as imagens são revisadas por especialistas antes de serem compartilhadas na plataforma, assegurando a precisão dos alertas, conforme ressalta Sonia Burmester do Amaral, chefe do NGI.

Como contrapartida pelo acesso à plataforma, o IAT se compromete a fornecer informações de interesse da Polícia Federal em questões ambientais, como drenagem, uso da água, termos de apreensão, unidades de conservação e licenciamento ambiental. Essas informações serão usadas pela PF no aprimoramento da própria Rede MAIS.

Sonia enfatiza que a plataforma é a maior de sensoriamento remoto do país e que sua implementação terá um impacto significativo no trabalho do instituto.

(Com AEN)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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