Frente da Agropecuária Gaúcha inicia busca de benefícios para agricultores atingidos pelo temporal

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Divulgação Grupo de Apoio a Desastres (Gade)

 

Além da cidade, os temporais no Rio Grande do Sul afetaram duramente o campo. Os prejuízos ainda não foram contabilizados, diante de tanta destruição. A Frente da Agropecuária Gaúcha iniciou os trabalhos de apuração de danos, ainda na quinta-feira (07). As regiões mais afetadas são formadas de pequenas propriedades. O empenho dos parlamentares para socorrer os produtores deve se concentrar na busca de recursos para a reconstrução das propriedades. Segundo o deputado Elton Weber (PSB), a partir de agora o trabalho será direcionado para a busca de recursos para que as unidades produtivas voltem a funcionar. “No meio rural, em princípio, será necessário o repasse de recursos e linhas de crédito subsidiado para reconstrução de galpões, compra de máquinas agrícolas e implementos levados pelas águas, para reposição de animais mortos e recuperação de solo”.

O parlamentar visitou alguns municípios destruídos pelas enchentes no Vale do Taquari ouvindo lideranças, agricultores familiares, presidentes e funcionários de sindicatos de trabalhadores rurais, especialmente em Muçum, Roca Sales e Encantado.

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária Gaúcha, Weber levará o assunto a ministérios, órgãos governamentais e ao vice-presidente da República Geraldo Alckmin com quem o parlamentar já tinha audiência agendada para a quinta-feira (14), em Brasília, para tratar de outros temas.

Na próxima terça-feira (12), em Lajeado, a Frente Parlamentar realiza reunião com sindicatos de trabalhadores rurais e representantes de municípios atingidos, além de Fetag/RS, Emater e Regionais Sindicais. “Este será nosso foco no pós-tragédia, tornar possível a retomada do processo produtivo. Esperamos que o governo atenda as demandas desta calamidade no Rio Grande do Sul”.

Nesta semana, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul deliberou o repasse de R$ 20 milhões para atenuar os efeitos da catástrofe nos meios urbano e rural.

 

TECNOLOGIA

O governo do Estado está empregando todos os esforços e recursos tecnológicos e buscando todo o auxílio necessário, inclusive junto a órgãos federais, para encontrar sobreviventes e potencializar a eficácia das ações de busca.

Além de drones pertencentes ao governo do Estado, alguns com tecnologia termal, que capta variações de calor e identifica sinais de vida, o trabalho em campo está empregando equipamentos disponibilizados pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MDR).

Os drones do governo federal possuem diversas funcionalidades que vão além de registros fotográficos e estão sendo utilizados como facilitadores das atividades de busca. Essas ferramentas permitem também a localização de corpos, porque captam informações de altimetria (medição de alturas ou de elevações de um determinado terreno) e altitude (medição da distância vertical de um ponto em relação ao nível do mar). Desse modo, com o compilado desses dados, é feito um processamento, tornando possível calcular plano altimétrico (determinando os níveis do terreno), massa, altura e distâncias.

Foram feitos registros em plano aberto, para mensurar a área afetada, além de imagens em cima de prédios públicos e residências destruídas.

Os registros são georreferenciados e, desse modo, também podem auxiliar nos planos de trabalho para reconstrução de infraestruturas atingidas e no embasamento de decretos de calamidade pública.

Além de drones, estão sendo utilizadas aeronaves com capacidade de voo noturno. Também  está sendo utilizado o emprego de cães de busca, realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar.

(Com Secom RS)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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