#sou agro| Em meio a uma das maiores secas da história, o plantio de trigo caiu na região de maior produção na Argentina. Um relatório da Bolsa de Valores, principal balcão de negócios do país, mostra que a semeadura do grão atingiu apenas cerca de 33% da área estimada.
De acordo com o documento, com a quantidade adequada de chuvas, a área destinada ao plantio de trigo na região argentina deveria ter alcançado por volta de 2 milhões de hectares — um recorde. Mas, com o volume de águas em 30% do esperado, a semeadura caiu para 650 mil hectares.
O relatório afirma ainda que a área destinada ao grão na região neste ano, até o momento, é 50% menor que em 2022. O desfalque na área plantada corresponde ao revés de oito anos, uma vez que os níveis estão tão baixos quanto os do plantio de 2015.
Figurando como o maior fornecedor de trigo para o Brasil no mercado externo, a Argentina deve colher 11,5 milhões de toneladas em 2023. Essa quantidade corresponde a pouco menos da metade da safra de 2022, segundo as estimativas da Bolsa de Rosario.
O impacto no mercado brasileiro, contudo, pode ser amenizado pela produção nacional. No Brasil, a previsão é de uma safra recorde para o país: 10,5 milhões de toneladas. Caso o resultado se confirme, as importações devem ter um corte de meio milhão de toneladas sobre 2022.
(Com Abitrigo)
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