AGRICULTURA

Paraná deve produzir 19 milhões de toneladas de milho em 2023

O milho é essencial para a produção de proteínas animais em todo o mundo, além de ser importante para a alimentação humana em algumas regiões. Por isso, a cultura tem ganhado mais projeção no campo, o que exige melhorias na logística, particularmente em estradas. A análise faz parte do Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 27 de janeiro a 2 de fevereiro. O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Na safra 2022/23, a previsão é que, mundialmente, sejam produzidos 1,15 bilhão de toneladas de milho. No Brasil, a expectativa é por 125 milhões de toneladas, enquanto o Paraná deve alcançar 19 milhões de toneladas, dentro de condições normais.

A demanda cresce à medida que a população e a renda per capita também aumentam, levando a maior consumo de proteínas animais. Há, ainda, outros usos para o milho, além da ração, como a produção de etanol. Estima-se que, este ano, 15% do etanol brasileiro virá do cereal.

A análise apresentada aponta que, diante da possível produção recorde do Brasil, problemas logísticos são evidenciados, como estradas sem a manutenção adequada, pistas simples, malha ferroviária insuficiente e custos de insumos elevados. No caso dos portos, houve melhorias em estrutura dos que formam o Arco Norte de exportação, além dos de Paranaguá e Santos.

Soja e feijão

A exportação brasileira do complexo soja, em 2022, alcançou 101,9 milhões de toneladas. O Paraná foi o responsável por 9,2 milhões de toneladas, uma queda de 35% em relação a 2021, devido à produção menor na safra, afetada por fatores climáticos. Para este ano, a produção deve estar normalizada, com 19 milhões de toneladas.

O feijão de primeira safra deve render 196 mil toneladas no Paraná. Até agora, a colheita atingiu 66% dos 116 mil hectares e vem sendo favorecida pelo clima. O produto é de excelente qualidade, o que contribui para os bons preços recebidos pelos produtores. O Paraná é o principal produtor a abastecer o mercado brasileiro em janeiro.

Trigro e frutas

O preço recebido pelos triticultores paranaenses voltou a ceder no primeiro mês de 2023. A saca foi cotada, em média, a R$ 91,33, valor 2,6% menor que o de dezembro de 2022. O boletim do Deral aponta que os preços são fundamentais para direcionar a intenção de plantio para os produtores que estão planejando ou executando a sucessão da safra de verão.

Sobre a horticultura, o documento apresenta números relativos aos cinco itens mais comercializados nas Centrais de Abastecimento do Estado do Paraná (Ceasa), considerando a movimentação financeira: tomate, batata, maçã, banana e mamão. Juntas, as espécies representam 38,9% dos R$ 4,8 bilhões negociados e 33,1% das 1,3 milhão de toneladas transacionadas.

Com AEN

Tatiane Bertolino

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