Tecnologias aumentam eficiência de adubação em propriedades rurais

Tatiane Bertolino

Tatiane Bertolino

Foto: Alberto Bernardi

As tecnologias ajudam aumentar a eficiência da adubação em propriedades rurais. Existem vários caminhos para aumentar a eficiência do uso dos nutrientes no campo. Muitas tecnologias estão à disposição do produtor. Na sequência, são apresentadas algumas soluções tecnológicas que podem ajudar a melhorar na aplicação das boas práticas e contribuir para altas produtividades na agropecuária brasileira de forma racional e sustentável.

A análise química do solo é essencial para avaliar sua fertilidade. Com a interpretação dos resultados é possível realizar manejo químico do solo de maneira eficiente e econômica. Associadas às análises físicas (densidade, textura do solo, por exemplo), com as análises biológicas (atividades de enzimas) mais acessíveis atualmente, é possível realizar um diagnóstico completo e muito informativo da condição do solo. Os resultados da análise química determinam o estoque de nutrientes e os elementos químicos limitantes no momento anterior ao plantio, possibilitando a correta recomendação de calagem e adubação, bem como monitorar e avaliar periodicamente o balanço dos nutrientes no solo. Além disso, o balanço de nutrientes no sistema solo-planta pode ser considerado um indicador da sustentabilidade do uso agrícola do solo.

Toda recomendação de calagem e adubação deve ser realizada com base nos resultados de análises químicas em amostras coletadas nos diferentes sistemas de produção. Evitando-se, assim, o uso de quantidades fixas de calcário e de formulações de fertilizantes, que se utilizadas sem critérios podem levar a “desbalanços”, aplicando-se subdoses, ou em excesso.

Fertilizantes de eficiência aumentada

Uma das alternativas para reduzir o potencial de perda e o impacto ambiental é com o uso de fontes de nutrientes de eficiência aumentada. Esta categoria de novos insumos ou de fertilizantes especiais podem ser os fertilizantes de liberação lenta, que liberam os nutrientes mais lentamente que o fertilizante comum, e os de liberação controlada, que têm suas taxas e períodos de liberação alterados. Ambos apresentam tecnologias que alteram os padrões de liberação, atrasando a solubilização dos nutrientes, em comparação com as fontes convencionais.

Esses novos insumos com essas tecnologias podem aumentar a eficiência do uso dos nutrientes,  e com isso aumentar a absorção pelas plantas por meio do fornecimento gradual, de acordo com a demanda das culturas. O ideal é que a liberação seja modulada e acompanhe o ritmo de crescimento da planta, de forma a atender suas necessidades nutricionais, que vai se alterando ao longo do ciclo de crescimento e produção.

Uso de fertilizantes

O Brasil utiliza atualmente 8% de todo fertilizante produzido no mundo. O país está na quarta posição entre os maiores consumidores, atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos. No entanto, tem um grande problema, a produção nacional desse insumo é muito pequena. Para suprir a demanda da agricultura, importa-se mais de 85% das fontes de nutrientes. Além disso, a eficiência do uso de fertilizantes, muitas vezes, é baixa. Em média, aproveita-se em torno de 40 a 50% do nitrogênio (N), 20 a 30% do Fósforo (P) e 70% do Potássio (K). E esses insumos podem representar mais de 40% dos custos de produção de algumas culturas.

Em uma situação internacional complicada, como a que se está vivendo desde o fim de 2021, com problemas na logística de distribuição e a guerra da Rússia com Ucrânia, houve uma alta do preço desses produtos. A variação dos preços e a incerteza no suprimento têm sido grande preocupação dos produtores. Então, vive-se uma situação bem complexa, pois se importa um insumo caro, e este, muitas vezes, não é utilizado da melhor forma.

Com Embrapa

Autor: Tatiane Bertolino

Tatiane Bertolino

Autor no site Sou Agro.

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