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Produtores rurais dos 23 municípios da área de abrangência da Coopavel, no Oeste e Sudoeste do Estado, atualizam os dados constantemente e os prejuízos com a seca não param de aumentar. A informação mais recente dá conta que a quebra das culturas de soja e milho chega aos 60% e as perdas financeiras alcançam os R$ 6 bilhões.
Os danos são severos e já somam a R$ 5 bilhões na soja e a R$ 1 bilhão no milho. Em vez de 65 sacas por hectare, os sojicultores estão alcançando média de 25 e no milho previa-se colher 180, mas a média está na casa de 80 sacas. A falta de chuva, principalmente em dezembro, é a maior responsável pelo cenário de quebra no campo, que além do Oeste atinge outras regiões do Paraná, bem como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.
Os prejuízos na área de atuação da Coopavel, na casa dos R$ 6 bilhões, são referentes somente à comercialização, sem calcular a qualidade do grão e os impactos em toda a cadeia produtiva. Os valores obtidos pelos produtores rurais mal cobrirão os custos dos insumos. “O cenário é de dificuldades, mas a expectativa agora é que, além do retorno das chuvas, o governo federal encontre, em parceria com entidades e produtores rurais, caminhos para amenizar a situação”, observa o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli.
Em dezembro de 2020, o volume de chuvas registrado em Cascavel, onde está a sede da Coopavel, foi de 235 milímetros, e em dezembro passado a precipitação foi de apenas 3%. E esse quadro foi semelhante em todo Oeste e Sudoeste do Estado. A pouca quantidade de água ainda veio associada à falta de uniformidade, temperaturas excessivas e sol escaldante. Em muitos dias do mês de dezembro, as temperaturas bateram os 30 graus com sensação térmica na casa dos 40.
A volta das chuvas é determinante para, pelo menos, estabilizar as perdas do que ainda está no campo, e criar condições para o próximo plantio. A expectativa é que o Paraná consiga uma boa segunda safra de milho, fazendo com que o Estado colha o suficiente para suprir as suas necessidades e para que possa atender as atividades pecuárias das cadeias das proteínas de frango e suínos, destaca Dilvo Grolli.
(Comunicação Coopavel)
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