SOUAGRO | É importante que todo pecuarista que cria o gado solto no campo tenha conhecimento sobre o espaço em que o rebanho permanece, principalmente para evitar a proliferação de plantas tóxicas.
A ingestão de determinados tipos de vegetação provoca danos diversos à saúde animal. Dependendo da quantidade consumida ou do nível de toxicidade da espécie de planta, as consequências podem ser fatais. É o que explica a médica veterinária Caroline Hoscheid Werle. ‘’A intoxicação por planta é uma das três principais causas de morte de bovinos adultos no Brasil, sendo que algumas regiões do País, como por exemplo no Norte, a prevalência de mortes por intoxicação de plantas é maior até mesmo do que outras doenças, como o botulismo e a raiva’’, aponta.
Já foram registradas mais de 50 espécies de interesse toxicológico para a pecuária brasileira. No entanto, a médica veterinária diz que o animal precisa consumir uma certa quantidade da planta tóxica para que o efeito seja letal. ‘’As principais plantas tóxicas precisam ser ingeridas de uma forma contínua, por meses ou até pelo período de um ano para causar alguma sintomatologia, como por exemplo a samambaia’’.
As plantas que podem causar morte súbita são Palicourea Marcgravii, também conhecida como Erva-de-rato ou Cafezinho. A outra é a Mascagnia Pubiflora que é conhecida como Cipó Prata. ‘’Essas plantas terão maior incidência no Mato Grosso do Sul, em São Paulo ou no Sul de Goiás’’.
As plantas tóxicas que causam morte súbita em bovinos são responsáveis por cerca de metade dos óbitos de animais em decorrência do seu consumo. As substâncias tóxicas agem diretamente no coração e no sistema nervoso, levando os animais a morrerem de insuficiência cardíaca aguda.
A intoxicação pode acontecer pela escassez do pasto na época da seca, pela superlotação das pastagens e pelo jejum durante o transporte, por isso é preciso destinar maior atenção ao manejo alimentar, adotando medidas como o pastejo rotacionado e a suplementação da dieta. Além disso, é fundamental fazer a limpeza dos pastos, para eliminar as plantas invasoras.
(AMANDA GUEDES / SOU AGRO)
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