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O poder medicinal e turístico da camomila no Paraná

 

O Paraná é um celeiro de ervas medicinais. Em 2020, produziu, por exemplo, 970,7 toneladas de camomila, gerando um Valor Bruto de Produção de R$ 23 milhões. Apesar de produzida por 17 municípios paranaenses, é na Região Metropolitana de Curitiba que ela se concentra: a região é responsável por 97,5% de toda a erva medicinal do Paraná.

A lista é liderada por Mandirituba e seguida por São José dos Pinhais e Campo do Tenente, mas também engloba outras seis cidades da RMC: Lapa, Quitandinha, Fazenda Rio Grande, Campo Largo, Contenda e Araucária.

A camomila tem propriedades medicinais e gera renda no Paraná
A camomila tem propriedades medicinais e gera renda no Paraná

Foi graças aos imigrantes do leste europeu que Mandirituba recebeu, ainda no início do século 20, suas primeiras sementes da flor amarela e branca que dá fama ao município: a camomila. Após décadas de cultivo, a cidade da Região Metropolitana de Curitiba hoje é conhecida como a capital da erva medicinal, liderando a produção no Estado.

“Se você tem camomila em casa, a chance de ela ser de Mandirituba é grande”, resume a secretária municipal de Agricultura de Mandirituba, Alessandra Clemente. O município é o maior produtor paranaense tanto em área como em produtividade. Segundo a Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, foram 280 toneladas da erva foram produzidas em 2020, gerando um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 6,64 milhões – 11,93% do total do município.

Com campos floridos aromáticos e uma cultura sólida, hoje o potencial da camomila no município também é turístico. Mas, no início, seu plantio era rudimentar: a cultura começou há cerca de cinco décadas de forma manual, com áreas pequenas e colheita manual. Aos poucos, os produtores receberam incentivos de uma empresa privada que se instalou na região, fomentando o cultivo e multiplicando os interessados. Com isso, a tecnologia aos poucos passou a aumentar a produtividade.

Uma das características apontadas para o sucesso da produtividade na cidade é o clima frio da região, que favorece o florescimento durante o inverno. O ciclo da camomila dura cerca de cinco meses: é plantada entre abril e maio para ser colhida entre agosto e setembro. Ela se encaixa no calendário dos agricultores locais.

Hoje, são cerca de 40 produtores espalhados por uma área de 730 hectares de plantio. Em sua maioria, eles possuem infraestrutura e expertise para beneficiá-la. Nos últimos dois anos, com a pandemia, a alta na demanda e no dólar fez o preço da erva triplicar, passando de R$ 10 para R$ 30 o quilo da camomila seca de primeira.

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O principal uso da camomila no Brasil é na área medicinal, por suas propriedades anti-inflamatórias. Em menor escala, a erva medicinal também é aproveitada na indústria de cosméticos. No entanto, um terceiro pilar econômico que a camomila traz para Mandirituba é o turismo, atraído pela beleza dos campos.

 

Fonte: AEN

 

Foto: Ari Dias

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