CURIOSIDADES

Cientistas revivem rins de porco congelados há um ano

Pesquisadores norte-americanos conseguiram “reviver” rins de porcos que estiveram congelados por até um ano a -150 ºC. Após o reaquecimento e transplante, os órgãos voltaram a ter uma coloração rosada e conseguiram produzir urina, demonstrando funcionamento adequado.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, e seus resultados foram publicados em versão pré-print no bioRxiv na última quinta-feira (14/10). O estudo ainda aguarda revisão por pares independentes.

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Caso o estudo seja validado, ele pode abrir caminho para que órgãos humanos sejam armazenados por períodos mais longos antes de serem transplantados. Atualmente, o tempo máximo para transplante é de 24 a 36 horas, um intervalo bastante limitado.

Além de aumentar a durabilidade dos órgãos, essa técnica pode ajudar a reduzir a rejeição no corpo e diminuir a necessidade de medicamentos imunossupressores em pacientes transplantados.

O processo de descongelamento dos rins envolveu uma técnica chamada vitrificação, que resfria as células a baixas temperaturas, transformando-as em um estado semelhante ao vidro. Os cientistas também usaram crioprotetores e nanopartículas de óxido de ferro para evitar danos.

Após o reaquecimento, as nanopartículas foram ativadas por um campo eletromagnético, liberando calor uniformemente. O aquecimento foi controlado até atingir -120 ºC. Quando transplantados em porcos, os rins reaquecidos ficaram rosados e produziram urina, mas em volume menor que o esperado.

Apesar dos resultados promissores, o estudo ainda precisa de validação por cientistas independentes. Os pesquisadores também devem lidar com o problema do volume reduzido de urina e sinais de lesão nos rins reaquecidos.

(Com PaiPee)

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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