Sindicato Rural: Fim da escala 6×1 preocupa o agro

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Orso

Presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Orso, defende cautela na regulamentação das mudanças na jornada de trabalho e pede atenção às particularidades do campo

O debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 preocupa o setor agropecuário, especialmente em relação aos possíveis impactos sobre a organização das atividades rurais e a geração de empregos. A avaliação é do presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Orso, que defende uma regulamentação criteriosa para considerar as particularidades do trabalho no campo.

Segundo Orso, o agronegócio possui uma dinâmica diferente da observada no comércio e na indústria, o que exige atenção na elaboração e na aplicação de novas regras trabalhistas.

Diversificação pode abrir mercado internacional da carne bovina

A preocupação, conforme o dirigente, é evitar que as mudanças provoquem impactos ainda maiores sobre as atividades produtivas. Para ele, a regulamentação precisa conciliar a melhoria das condições de trabalho com a preservação da capacidade de contratação e geração de renda.

Regulamentação exige atenção às particularidades do agro

Paulo Orso ressalta que as atividades desenvolvidas no campo apresentam características próprias e que a aplicação de mudanças na jornada de trabalho precisa considerar essa realidade.

Na avaliação do presidente do Sindicato Rural de Cascavel, o processo de regulamentação deve ser conduzido com critério, buscando favorecer os trabalhadores sem comprometer a geração de empregos.

Orso destaca que o emprego é um dos principais motores da circulação de renda e do desenvolvimento econômico. Por isso, defende que as decisões relacionadas à jornada de trabalho também considerem seus reflexos sobre a capacidade de contratação dos setores produtivos.

Dirigente critica influência do calendário eleitoral

Outro ponto levantado por Paulo Orso é a discussão de mudanças trabalhistas em períodos eleitorais. O dirigente critica o que considera uma condução eleitoreira de pautas com potencial de afetar a economia nacional.

Para ele, propostas que envolvem alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e na Constituição Federal precisam ser debatidas com profundidade, levando em conta suas consequências para os trabalhadores, as empresas e a geração de empregos.

Orso também defende que o Parlamento tenha independência para analisar essas questões, sem permitir que interesses eleitorais se sobreponham à avaliação dos impactos econômicos e sociais das medidas.

Geração de empregos está no centro do debate

Na manifestação, o presidente do Sindicato Rural de Cascavel reforça que a discussão sobre a jornada de trabalho deve considerar o equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e as condições necessárias para manter e ampliar as oportunidades de emprego.

Para o dirigente, o desafio é garantir que eventuais mudanças não penalizem os setores responsáveis pela produção e pela movimentação da economia.

A preocupação do setor agropecuário, portanto, está concentrada na forma como as novas regras serão regulamentadas e em como elas poderão afetar a rotina das atividades rurais, os custos de produção e a contratação de trabalhadores.

Paulo Orso defende que o tema seja tratado com responsabilidade e que as particularidades do campo sejam consideradas nas decisões que envolvem o futuro das relações de trabalho no Brasil.

(Com Sindicato Rural de Cascavel)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

Mais Notícias