FOTO: LUIS FREY
O tornado que atingiu o Noroeste do Rio Grande do Sul na tarde de terça-feira (28) provocou um cenário de destruição em diversos municípios da região e pode ter tido vento de até 300 km/h, de acordo com a avaliação preliminar da MetSul Meteorologia.
LUIS FREY
Os municípios mais afetados foram Senador Salgado Filho, Giruá, Santo Cristo e Cândido Godói, onde o tornado causou danos severos em áreas urbanas e rurais. Em diferentes pontos do trajeto, houve destruição de residências, galpões, empresas e estruturas agrícolas.
Safra 26/27 deve começar com opostos
O tornado ocorreu durante a tarde, entre o fim da tarde e o começo da noite, enquanto a supercélula apresentava uma estrutura extremamente organizada e intensa, característica das tempestades capazes de produzir fenômenos violentos. Os ventos arrancaram telhados, derrubaram paredes, destruíram silos, armazéns e pavilhões, além de causar grandes prejuízos em propriedades rurais.
Árvores de grande porte foram arrancadas ou quebradas e postes caíram em diversos locais. A passagem do tornado também interrompeu o fornecimento de energia elétrica e bloqueou estradas com árvores e destroços. Equipes trabalharam durante a noite e ao longo desta quarta-feira para liberar acessos e iniciar a recuperação das áreas atingidas.
A MetSul Meteorologia avalia que o tornado pode ser classificado no limite superior da categoria F3 da Escala Fujita, com ventos entre 254 e 332 km/h. Os danos observados — colapso de moradias sólidas, destruição de edificações de alvenaria e árvores arrancadas pela raiz — sustentam essa classificação. Há, contudo, possibilidade de revisão para EF4, caso análises técnicas confirmem padrões de destruição ainda mais extremos. A intensidade é comparável ao tornado de Rio Bonito do Iguaçu (PR), registrado em 2025.
Imagens aéreas e em solo revelam bairros inteiros devastados e áreas rurais com perdas significativas. Residências de alvenaria foram reduzidas a escombros, telhados e móveis lançados a dezenas de metros, e árvores de grande porte completamente arrancadas. Em alguns pontos, apenas fundações permaneceram de pé. A faixa de destruição foi relativamente estreita, típica da passagem de tornados, mas com intensidade catastrófica. O cenário lembra a devastação causada por furacões de categoria 4 ou 5, embora se trate de um tornado.
FOTOS: LUIS FREY
O fenômeno foi gerado por uma supercélula de tempestade, considerada o tipo mais intenso e organizado de sistema convectivo. A tempestade apresentava estrutura rara no Brasil, semelhante às observadas nas Grandes Planícies dos Estados Unidos. A formação foi favorecida por calor intenso — com temperaturas de até 33ºC —, alta umidade nos baixos níveis da atmosfera e forte cisalhamento do vento. A presença de um mesociclone, núcleo rotativo dentro da supercélula, concentrou a circulação e deu origem ao tornado.
A supercélula é caracterizada por uma corrente ascendente em rotação, capaz de manter a tempestade organizada por horas e produzir fenômenos severos. Além de tornados, pode gerar granizo gigante, vendavais destrutivos e chuva torrencial. Embora nem toda supercélula produza tornados, os mais intensos do mundo costumam se originar desse tipo de sistema. No caso do Noroeste gaúcho, a combinação de instabilidade atmosférica e cisalhamento intenso criou condições ideais para a formação de um tornado de alta intensidade.
(Com METSUL)
O plantio da safra de verão 2026/27 deverá começar sob riscos climáticos opostos: excesso de…
O governo do Paraná mantém dois mil pontos em observação por risco de alagamentos, inundações…
Na madrugada desta quarta-feira (29), por volta das 5 horas, um violento incêndio destruiu parte…
As recentes chuvas nas principais regiões produtoras de café arábica têm se tornado um desafio…
Uma operação integrada entre a Polícia Civil e a equipe da Patrulha Rural resultou na…
No fim da tarde desta terça-feira (28), um tornado associado a uma supercélula de tempestade…
O site SOU AGRO utiliza cookies e outras tecnologias
Leia Mais