O Governo de São Paulo inaugurou na sede do Instituto Biológico, na capital paulista, a ampliação e modernização do Laboratório de Inovação em Produtos Imunobiológicos do Instituto Biológico (IB-APTA). Com a nova estrutura, será quadruplicada, inicialmente, a capacidade de produção dos insumos utilizados nos exames de brucelose e tuberculose bovina.
O espaço passa a abrigar o maior laboratório público de produção de imunobiológicos veterinários da América Latina. O Instituto Biológico é o único fabricante público brasileiro de tuberculina e de antígeno de Brucella, materiais utilizados nos programas oficiais de sanidade animal coordenados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
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“Hoje estamos inaugurando o maior laboratório público de imunobiológicos da América Latina. Estamos multiplicando por quatro a capacidade de produção do Instituto Biológico, que já é referência para todo o Brasil na produção de reagentes para brucelose, tuberculose e outras doenças. A nova estrutura permitirá atender 100% do mercado brasileiro e ampliar a capacidade de exportação. É a qualidade da pesquisa agropecuária feita em São Paulo chegando, na prática, à ponta”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.
A brucelose e a tuberculose bovina exigem vigilância contínua devido aos impactos sanitários, produtivos e comerciais sobre a pecuária. Os insumos produzidos pelo Instituto Biológico são utilizados nos testes que identificam essas doenças e dão suporte às ações de controle e certificação sanitária dos rebanhos.
Dede 2021, o Instituto já produziu cerca de 30 milhões de kits para os programas de defesa agropecuária de todo o Brasil. Com a expansão, passa a ter quatro vezes mais capacidade produtiva. O Instituto Biológico atua na produção de imunobiológicos veterinários há mais de 80 anos.
A ampliação permitirá aumentar a regularidade do fornecimento aos estados, reduzir riscos de desabastecimento e fortalecer a autonomia nacional na produção desses materiais. A nova estrutura também possibilitará o desenvolvimento de outros imunobiológicos veterinários, voltados a diferentes doenças e espécies animais.
O controle sanitário dos rebanhos é uma das condições para o cumprimento dos protocolos dos países importadores e para a manutenção do acesso da carne brasileira aos mercados internacionais.
Até maio de 2026, o setor de carnes respondeu por 17% das exportações do agronegócio paulista, com US$ 1,8 bilhão em vendas externas. A carne bovina representou 83,5% desse total. Em comparação com o mesmo período de 2025, os embarques do grupo de carnes cresceram 20,1%.
A carne bovina também passou da terceira para a segunda posição no ranking do Valor da Produção Agropecuária paulista entre 2024 e 2025, com crescimento de 33% no valor da produção.
O laboratório recebeu equipamentos de bioprocessos considerados únicos na América Latina e incorporou tecnologias avançadas de biossegurança, rastreabilidade e controle de qualidade. A nova configuração integra pesquisa, diagnóstico, inovação e desenvolvimento tecnológico.
A modernização foi aprovada em auditoria do Ministério da Agricultura e Pecuária sem registro de não conformidades, atestando o cumprimento dos padrões nacionais de biossegurança, qualidade e boas práticas de fabricação de imunobiológicos veterinários.
(Com Agricultura/SP)
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