Imagem: Forbes Brasil
As chuvas previstas para a segunda quinzena de junho no centro-sul do Brasil poderão prejudicar algumas atividades agrícolas, como o avanço da colheita de café, milho e cana-de-açúcar, assim como eventualmente a qualidade, de acordo com avaliação da Rural Clima nesta segunda-feira.
O excesso de chuva está relacionado à formação do fenômeno climático El Niño, explicou o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, da Rural Clima.
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Dados meteorológicos do terminal da LSEG apontam que as precipitações podem ficar acima da média histórica entre 16 e 30 de junho em áreas de boa parte do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, assim como sul de Mato Grosso.
“Além de atrapalhar bastante o andamento e rendimento da colheita, podem sim afetar a qualidade”, disse o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, da Rural Clima.
O centro-sul do Brasil está em processo de colheita de cana, café e milho segunda safra.
No caso do café e da cana, a umidade em excesso pode prejudicar a qualidade da matéria-prima, além de atrasar o processo de colheita do Brasil, maior produtor global desses dois produtos. Em Estados como Paraná e Rio Grande do Sul, há o plantio do trigo, entre outras safras de inverno.
A partir de quinta-feira, uma nova frente fria avança pelo Sul do Brasil provocando mais chuva em grande parte das regiões produtoras do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, disse Santos.
“Vemos chuvas em excesso… olha o Mato Grosso chovendo bem em pleno final de junho. Isso tudo está diretamente relacionado ao El Niño, que vem ganhando força rapidamente e dando mais energia ao sistema, provocando essas chuvas, fazendo com que frentes frias ganhem mais amplitude”, avaliou o agrometeorologista da Rural Clima.
Segundo dados da LSEG, até o dia 30, o Rio Grande do Sul verá os maiores volumes de chuvas, que poderão variar entre 150 e 175 mm no norte do Estado. O Paraná terá áreas com chuvas de cerca de 90 mm.
O Sul de Minas Gerais, maior região produtora de café, terá chuvas acima da média para o período, mas em menores volumes, de até 16 mm, segundo os dados. A região de Ribeirão Preto, importante produtora de cana, terá chuvas praticamente dentro da média histórica, segundo a LSEG.
(Com Forbes Brasil)
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