Conflito no Oriente Médio pode pressionar custos do agro brasileiro

Fernanda Toigo

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Foto: ISRAELI ARMY / AFP

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou da reunião semanal da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília, que discutiu os impactos do conflito no Oriente Médio sobre o agro brasileiro.

O diretor técnico da entidade, Bruno Lucchi, e a diretora de Relações Internacionais, Sueme Mori, acompanharam os debates.

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Em sua apresentação, Lucchi destacou que a escalada das tensões na região, especialmente envolvendo áreas estratégicas como o Estreito de Ormuz, pode gerar efeitos relevantes sobre custos de produção, logística e preços de insumos no Brasil.

A região concentra cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás natural, além de responder por até 35% do comércio mundial de amônia e ureia e 30% dos fertilizantes comercializados no mundo.

Segundo o diretor, eventuais interrupções no fluxo marítimo na região tendem a impactar diretamente o mercado global, elevando custos de frete, seguro e operações logísticas. “Isso pode resultar em aumento no custo de chegada de insumos essenciais para o agro brasileiro, especialmente fertilizantes”, alertou.

O Brasil importa cerca de 12% dos fertilizantes do Oriente Médio, sendo que 35% da ureia utilizada no país tem origem na região.

Neste contexto, Lucchi pontuou que o mercado já sente os efeitos do conflito, com alta dos preços da ureia entre 30% e 35% desde o início do conflito. No caso do petróleo, os preços internacionais registraram alta de até 51%, pressionando também os custos de combustíveis como o diesel.

Lucchi disse, ainda, que alertou que o conflito tende a aumentar a volatilidade nos mercados, afetando preços, contratos futuros e câmbio. “Esse cenário dificulta o planejamento do produtor rural e pode comprometer decisões de compra de insumos”.

Medidas e propostas – O diretor falou sobre as propostas da CNA apresentadas na reunião, voltadas para a redução de tributos sobre o diesel, medidas de fiscalização para evitar abusos de preços, o aumento da mistura do biodiesel ao diesel (15% para 17%), aprovação de políticas para estimular a produção nacional de fertilizantes, e a redução da alíquota do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).

(Com Assessoria de Comunicação CNA)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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