STJ mantém prisão de dono da Cerealista Fruet

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva de Celso Antonio Fruet, dono da Cerealista Fruet, acusado de estelionato continuado que teria causado prejuízo superior a R$ 23 milhões a produtores rurais de Campo Bonito e região, no Paraná.
De acordo com o processo, o empresário teria lesado pelo menos 119 agricultores, em um esquema que veio à tona após o fechamento repentino da empresa, a venda do estabelecimento e desaparecimento de Fruet, considerado foragido desde agosto de 2025.
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A defesa tentou reverter a prisão alegando nulidades processuais, ameaças sofridas, falta de contemporaneidade da decisão e condições pessoais como idade avançada (73 anos) e problemas de saúde, incluindo neoplasia e cardiopatias. Também sugeriu medidas alternativas, como uso de tornozeleira eletrônica, e até negociações com credores.
O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, relator do caso, rejeitou os argumentos e destacou que a gravidade concreta dos fatos, o número elevado de vítimas e o vultoso prejuízo demonstram a periculosidade social da conduta.
Para o magistrado, o risco de reiteração delitiva, somado ao histórico criminal do acusado, torna insuficientes medidas cautelares diversas da prisão. Ele também ressaltou que as alegações de ameaças não foram acompanhadas de registros oficiais e que os documentos médicos apresentados eram antigos, não comprovando “debilidade extrema” ou impossibilidade de tratamento no sistema prisional.
A decisão reforça o entendimento do STJ de que condições pessoais favoráveis, como idade ou saúde fragilizada, não afastam a prisão preventiva quando presentes os requisitos legais. O caso segue em andamento e continua a repercutir entre produtores rurais da região, que aguardam desdobramentos sobre eventual ressarcimento dos prejuízos.
(Com STJ)











