Com ações do IDR-Paraná, renda dos criadores de búfalos pode crescer 50%

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

FOTO: © MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Carnes mais magras e leite mais nutritivo. A bubalinocultura conta com um rebanho de 35 mil animais no Paraná, concentrados no Vale do Ribeira, que abriga 70% dos animais no Estado. Conforme informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), a atividade contribuiu com R$ 39,1 milhões para o Valor Bruto da Produção (VBP) do Paraná, em 2024. Desse montante, R$ 27,9 milhões vieram da comercialização de bubalinos de corte e R$ 11,2 milhões do leite de búfala.

Para desenvolver essa cadeia produtiva, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), da Seab, promoveu nesta semana, em Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba, o III Encontro Regional de Produtores de Búfalo do Vale do Ribeira. O evento reuniu 126 produtores da região e também teve o apoio da prefeitura do município e da Associação dos Produtores de Leite de Búfala de Campo Largo e Vale do Ribeira (AproleVale).

O evento faz parte das ações que o IDR-Paraná vem promovendo no sentido de atender à demanda dos produtores e trabalhar quatro eixos essenciais para a bubalinocultura: sanidade, nutrição, genética e comercialização.

“Ao trabalharem esses quatro eixos junto ao Instituto, a rentabilidade para os produtores de búfalo deve crescer 50% até o final de 2026”, estima Juliano de Lima Souza, assessor regional de extensão do IDR-Paraná, que coordenou o encontro. Ele conta que o primeiro eixo começou a ser tratado em novembro, quando veterinários do IDR-Paraná iniciaram os exames de brucelose e tuberculose nos rebanhos, uma exigência do mercado de lacticínios.

VANTAGENS – De acordo com Souza, a bubalinocultura se destaca pela rusticidade dos animais – que se adaptam bem a diferentes terrenos e são mais resistentes a doenças – e pela produção de carne e leite de alto valor agregado. “A carne de búfalo é considerada uma proteína nobre e com baixo teor de gordura, e o leite de búfala é mais nutritivo e mais digestivo do que o leite de vaca, sendo matéria-prima para queijos de alto valor, como a muçarela de búfala”, explica.

O produtor Wellington Vinícius Paris, de Itaperuçu, trocou o gado Nelore por búfalo e se diz satisfeito com a escolha. “Eu não imaginava que um búfalo, pelo seu porte tão avantajado, fosse uma espécie mais dócil do que os bovinos, mas de fato é. Além disso, a produção de leite é maior do que em relação ao leite de vaca, então resolvemos investir nisso”, conta.

Wellington tem um rebanho de 50 búfalos em Itaperuçu. O evento do IDR-Paraná é o primeiro do qual participa. Ele está satisfeito por estar aprendendo bastante sobre o assunto. “No encontro foram abordados temas como boas práticas, pastagens, sustentabilidade e rede de contatos, entre outros. E, apesar do Encontro ser anual, o IDR-Paraná sempre está acompanhando de perto os produtores”, destaca.

(Por AEN)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

Mais Notícias