Ciclogenese: Tempestades devem ter ventos acima de 80 km/h

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Imagem: Freepik

É preciso separar vento forte causado por tempestades severas que tende a ser violento e de curta duração como qualquer temporal com vento causado por ciclone que sopra forte a muito forte por horas seguidas.

A ciclogenese trará vendavais de curta duração e alguns muito intensos no Sul do Brasil e São Paulo entre a tarde de sexta e a madrugada de sábado. Já os ventos ciclônicos que sopram por horas afetarão áreas do Leste e o Nordeste do Rio Grande do Sul ao litoral do Sudeste do Brasil no final da sexta e durante o sábado, conforme a área.

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RIO GRANDE DO SUL

No Rio Grande do Sul, o ciclone vai trazer vento de 50 km/h a 80 km/h na maioria das cidades gaúchas, mas que, isoladamente, podem ser superiores. A MetSul segue indicando que o vento mais forte no território gaúcho se daria entre o Centro-Norte da Lagoa dos Patos e arredores, Porto Alegre, Sul da Região Metropolitana e entre os Litorais Médio e Norte (Mostardas a Torres).

Em Porto Alegre, as rajadas devem ficar entre 60 km/h e 80 km/h na maior parte da cidade, mas pela topografia (prédios e relevo) podem ocorrer rajadas superiores. Mais ao Sul da capital e perto do setor Norte da Lagoa dos Patos, rajadas de 80 km/h a 100 km/h com possibilidade de marcas localizadas superiores, o que se prevê também para o Litoral Médio (Mostardas a Pinhal e Palmares do Sul). No Litoral Norte, rajadas de 80 km/h a 100 km/h, mas que em alguns pontos podem passar de 100 km/h.

Assim, por ventos ciclônicos, os municípios de maior risco de ventania forte a intensa incluem Tapes, Barra do Ribeiro, Eldorado do Sul, Guaíba, Viamão, Porto Alegre, Mostardas, Palmares do Sul, Tavares, Balneário Pinhal, Cidreira, Osório, Tramandaí, Imbé, Xangri-lá, Capão da Canoa, Arroio do Sal e Torres.

SANTA CATARINA

O campo de vento muito forte vai se estender ainda ao Leste de Santa Catarina com rajadas de 70 km/h a 90 km/h, mas que em pontos da costa podem ficar entre 100 km/h e 120 km/h. Isso inclui as regiões de Criciúma, Laguna, Garopaba, Balneário Camboriú, Itapema, Penha e Itajaí. O vento deve ser mais forte de Florianópolis para o Sul na costa enquanto no Litoral Norte catarinense as rajadas tendem a ser menos intensas.

Em Florianópolis, a ilha deve ter muito mais vento com rajadas perto e acima de 100 km/h em pontos mais ao Leste e ao Sul da ilha de Santa Catarina. Deve ventar ainda muito forte em trechos da Serra com rajadas perto e acima de 100 km/h, como nas áreas de Bom Jardim da Serra e Rancho Queimado.

PARANÁ

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No Paraná, os efeitos do ciclone serão mais sentidos por vendavais por tempestades, mas o litoral paranaense pode anotar vento ciclônico com rajadas, em média de 50 km/h a 70 km/h.

Uma nova atualização do Boletim de Gestão de Riscos, divulgada na quinta-feira (06) pelo Simepar em parceria com a Defesa Civil, alerta para o agravamento das condições meteorológicas no Paraná entre a tarde de sexta-feira (07) e a manhã de sábado (08). Tempestades severas devem atingir diversas regiões do Estado, com risco de granizo, rajadas de vento acima de 80 km/h e chuva intensa, especialmente na metade Oeste, onde o risco é considerado muito alto.

Na sexta-feira, o calor se intensifica, com temperaturas chegando a 34°C em algumas regiões. Esse aquecimento contribui para a formação de tempestades mais severas, impulsionadas por um sistema de baixa pressão entre o Paraguai e o Sul do Brasil, que desloca uma frente fria associada a um ciclone extratropical rumo ao oceano. As tempestades devem começar pelo Sudoeste e Oeste, avançando para outras áreas ao longo da tarde e noite, com a chuva persistindo na madrugada de sábado na faixa Norte.

A Defesa Civil alerta para possíveis alagamentos, enxurradas, destelhamentos, queda de árvores e danos à rede elétrica. Entre a tarde de sábado (08) e a manhã de domingo (09), o litoral paranaense pode enfrentar ventos de até 70 km/h e agitação marítima, com risco moderado para ocorrências. Os alertas podem ser recebidos via SMS: basta enviar o CEP da região para o número 40199.

SÃO PAULO

O estado de São Paulo terá vento forte a intenso tanto por conta de temporais isolados como por vento ciclônico de mais longa duração na costa. Vários pontos do litoral paulista devem ter rajadas de 70 km/h a 90 km/h, mas ante o relevo acidentado da costa e ilhas haverá locais com rajadas possivelmente ao redor e acima de 100 km/h.

Pode ventar muito forte durante o sábado na cidade de São Paulo e na Grande São Paulo com rajadas de 60 km/h a 80 km/h, mas que em alguns locais podem ser mais fortes.

Rajadas fortes de 60 km/h a 80 km/h, mas isoladamente superiores, podem afetar ainda os litorais do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, mas não devem ser tão fortes quanto na costa do Sul e do litoral de São Paulo. Até o Sul da Bahia pode ter rajadas por vezes fortes devido à influência do ciclone.

PROBABILIDADE DE DANOS E FALTA DE LUZ

Sob o cenário, o vento pode provocar danos estruturais como destelhamentos, quedas de árvores e postes e cortes de energia elétrica nos três estados do Sul e em São Paulo. Os maiores impactos devem se dar na Região Sul, embora se preveja consequências também no território paulista. Vento e temporais devem causar cortes de luz em várias regiões gaúchas.

Na área da RGE, os cortes de eletricidade devem se dar mais em consequência de temporais e raios. Na área da CEEE Equatorial, que será mais afetada por ter Porto Alegre e o litoral em sua área de concessão, as interrupções serão mais consequência do vento forte por horas do ciclone entre o final da sexta e a manhã de sábado.

Problemas de cortes de energia por vento ciclônico e tempestades fortes a severas vão atingir ainda a área da CELESC em Santa Catarina, da COPEL no estado do Paraná e ainda distribuidoras de São Paulo, como a ENEL.

(Com Metsul e Simepar)

 

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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