“Lua do Veado” terá melhor visibilidade no Noroeste, Oeste e Norte do PR

Fernanda Toigo

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Foto: José Fernando Ogura/ANPr

Quem olhou para o céu no anoitecer dos últimos dias percebeu a presença de uma lua cheia, grande e bonita, em destaque. Nesta quinta-feira (10) ela terá o pico de luminosidade. A chamada “Lua do Veado”, de acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), será vista com privilégios por quem mora nas regiões Noroeste, Oeste e Norte do Paraná, já que nestas regiões céu deve ficar predominantemente limpo, sem cobertura de nuvens.

Segundo o professor Amauri José da Luz Pereira, coordenador do Observatório Astronômico e Planetário do Colégio Estadual do Paraná, a lua de julho recebeu este nome de indígenas norte-americanos por ser na época do ano em que ocorre o nascimento dos chifres do veado. “Podemos até chamar de Super Lua do Veado, porque vai coincidir com uma aproximação maior da Super Lua. Ela estará com praticamente 98% da parte que é voltada para a Terra, iluminada”, afirma Pereira.

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Para observar a Lua, o céu precisa estar limpo. No Noroeste, Oeste e Norte do Paraná a condição é exatamente esta: sem cobertura de nuvens. “Já quem mora no Sudoeste, Centro-Sul e na faixa Central do Estado, terá um céu com mais nuvens que podem atrapalhar a visibilidade do fenômeno, mas ainda assim em alguns momentos será possível observar”, afirma Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar.

Nos Campos Gerais, Sudeste, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, com o aumento de nuvens em função da circulação marítima, será difícil contemplar o espetáculo lunar. “Apenas no início da noite, com cobertura de nuvens menos densa, é que será possível observar o fenômeno. Essa condição vale também para Curitiba, que terá mais uma noite com grande cobertura de nuvens”, diz Furlan.

Neste período do início da noite, quem mora nas regiões mais ao sul e oeste de Curitiba, como nos bairros CIC, Campo de Santana e Umbará, terá chances de visualizar rapidamente o fenômeno.

O professor recomenda que, para observar a Lua adequadamente, a pessoa busque algum lugar longe de poluição luminosa. “Se possível, um local bem alto, livre e isento de obstruções. E tão longe quanto possível da luminosidade da cidade. Às vezes até de uma sacada de um prédio alto, que não tenha obstruções”, recomenda Pereira.

(Com AEN/PR)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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