Reconstrução dos setores apícola e meliponícola é tema de reunião no RS

Fernanda Toigo

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IMAGEM: Agricultura/RS

Profundamente atingidos pelas enchentes que castigaram o Rio Grande do Sul em maio, os setores da apicultura e da meliponicultura estão se reorganizando e elaborando um plano de reconstrução das cadeias produtivas. O tema foi abordado durante a reunião da Câmara Setorial da Apicultura, realizada de forma remota pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

“A situação é muito grave, o setor foi drasticamente afetado. O levantamento inicial da Emater/RS-Ascar contabilizou, até 24 de maio, 16 mil colmeias perdidas, mas projetamos uma perda que vai de 35 a 60 mil colmeias, entre apis e abelhas sem ferrão”, destacou o coordenador da Câmara Setorial, Patric Luderitz.

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As enxurradas não causaram apenas a mortandade das abelhas pela perda das colmeias. As consequências das enchentes terão efeitos duradouros sobre a vida dos insetos, uma vez que a floração de maio, que daria reserva energética para as abelhas durante o inverno, foi toda perdida.

“O impacto já começa agora, na polinização da canola: não vai ter abelha suficiente para a cultura. Contabilizando as perdas das enchentes de setembro e a falta de florada no verão, a verdade é que perdemos praticamente toda a nossa safra de mel, estamos com estoques baixíssimos”, alertou Luderitz.

Entidades ligadas aos apicultores e meliponicultores elaboraram um plano de reconstrução do setor, solicitando que a Seapi disponibillize o Parque Apícola de Taquari para estruturar linhas de fabricação de caixas, laminadores de cera e produção de cúpulas e núcleos, para repor o que foi perdido pelos produtores. A possibilidade de doação de abelhas vindas de outros estados também motivou o setor produtivo a pedir à Seapi uma normativa que preveja a realização de quarentenas destas colmeias, a fim de evitar o ingresso de doenças e pragas no território gaúcho.

Outro encaminhamento da Câmara Setorial, a ser levada ao secretário Giovani Feltes, é a viabilidade da compra de alimentação, de forma subsidiada ou inteiramente bancada pelo governo, para que os produtores possam manter as colmeias sobreviventes durante o inverno.

Sebrae auxilia produtores rurais

Fabiano Nichele, do Sebrae/RS, apresentou linhas gerais do programa Sebraetec Supera, ação que disponibiliza consultoria para avaliação do espaço físico e elaboração do plano de negócio para reabertura de empresas afetadas pelas enchentes, além de um recurso de até R$ 15 mil para pequenos negócios custearem reparos, serviços e aquisições necessárias para voltarem a funcionar.

“Produtores rurais também podem se beneficiar do programa, desde que atendam aos seguintes critérios: ter CNPJ e inscrição estadual, possuir conta bancária com o mesmo nome da inscrição estadual, ter a propriedade em área alagada e o município estar no decreto de calamidade estadual, atualizado no Diário Oficial do Estado em 30 de maio”, listou Fabiano.

O contato inicial pode ser feito pelo site https://sebrae.rs/supera.

Participaram da reunião representantes das seguintes entidades: Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), Confederação Brasileira de Apicultura e Meliponicultura (CBA), Emater/RS-Ascar, Embrapa, Farsul, Federação Apícola do Rio Grande do Sul (Fargs), Federação das Associações de Meliponicultores do Estado do Rio Grande do Sul (Femers), IBGE, Ministério da Agricultura e Pecuária, Sebrae, Uergs e UFPel.

(Com Agricultura/SP)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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