Média de plantio de soja em MT é a menor dos últimos 5 anos

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Aprosoja
O plantio de soja em Mato Grosso chegou a 70% dos 12 milhões de hectares previstos para esta safra 2023/2024, após um mês de início da semeadura. Contudo, esse valor é o menor dos últimos 5 anos registrados no Estado, segundo os dados do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Segundo o monitoramento divulgado nesta sexta-feira (27), a média dos últimos 5 anos indica o plantio em 71,65% da área. Já com relação ao ano passado, o recuo é ainda maior, uma vez que, no ano passado, nessa mesma época, 83,45% tinham sido plantados.
De acordo com o Instituto, as regiões nordeste, sudeste e norte são as que têm maior atraso, sendo 48,88%, 51,92% e 66,79%, respectivamente.
A situação, reforça a Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), é preocupante porque as chuvas ainda não se regularizaram e com isso tem produtor começando agora o plantio em sua fazenda. É o que relata o vice-coordenador de Defesa Agrícola, Jorge Diego Giacomelli, sobre a região Sul do Estado.
Giacomelli mostra os efeitos da falta de chuva em área semeada no início do plantio dessa safra 23-24 (Foto: Assessoria Aprosoja)
Em sua propriedade mesmo, pontua Giacomelli, 50% da área foi plantada até que as atividades pararam por 10 dias, por conta da falta de chuvas. A previsão agora é que o plantio seja finalizado neste sábado (28), após algumas ocorrências de chuvas. Mas ainda assim, foi preciso pensar em uma forma de minimizar o problema.
“Colocamos um pouco mais de semente por hectare, prevendo o clima atípico e foi uma decisão assertiva porque muitas sementes não germinaram, algumas germinaram, mas com o calor excessivo e a fata de chuva, houve a degola, e foram perdidas muitas plantas”, diz.
O cenário já indica um prejuízo para os produtores, comenta o vice-coordenador. A questão é aguardar para saber qual a dimensão desse prejuízo.
O produtor sinaliza ainda outras  preocupações, como os efeitos do plantio realizado dentro do vazio sanitário, após a autorização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
“A nossa preocupação fica também com relação aos plantios feitos dentro do vazio sanitário por conta da autorização do MAPA, 5% do Estado foi semeado nesse período, além das demais lavouras que foram semeadas com bastante atraso com relação a essas, terão dificuldades com o controle do fungo de ferrugem asiática no final desse ciclo”, indica.

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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