AVICULTURA

Brasil se mantém como maior fornecedor de frango para União Europeia

Sem fazer projeções específicas para o próximo ano, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) observa que, pelo menos em 2023, o Brasil deve manter a posição de principal fornecedor de carne de frango da União Europeia (UE).

Essa posição havia sido perdida por volta de 2016 para o Reino Unido (gráfico abaixo) e só foi recuperada no ano passado, quando o volume brasileiro exportado para a UE voltou a superar o exportado pelos britânicos.

Não custa lembrar, porém, que até 2020 o Reino Unido integrou a UE. Somente em 2021, com o Brexit, é que exportou para o bloco volume superior ao do Brasil. O país perdeu essa posição no ano passado porque – cita o USDA – passou a ter que responder pelos mesmos trâmites legais impostos aos demais exportadores e não dispunha de infraestrutura preparada para isso.

De toda forma, a participação brasileira nas importações da UE vêm apresentando significativa queda no decorrer do tempo. Assim, retrocedendo, por exemplo, ao triênio 2006/2008 (quando o Reino Unido ainda era parte da UE), observa-se que a maior parte das importações europeias estava concentrada em apenas dois países: Brasil e Tailândia. E, neste bolo, mais de 85% eram supridos pela carne de frango brasileira.

Saltando para a atualidade, constata-se que o número de concorrentes externos no mercado europeu dobrou: agora são quatro. Pois além de Brasil, Tailândia e Reino Unido, também a Ucrânia tornou-se fornecedora do bloco. E, pelas facilidades recebidas em decorrência da guerra, no ano passado a avicultura ucraniana colocou entre os países da UE quase o mesmo volume de carne de frango fornecido pela Tailândia.

Os índices de participação mais recentes (2022) são aproximados. Mas é certo que a participação brasileira recuou a menos da metade: superava 85% no triênio 2006/2008, não deve ter ido muito além de 40% no ano passado.

O Brasil permanece na liderança, mas agora é perseguido de perto pelas exportações do Reino Unido – cerca de 35% do volume fornecido pelos quatro países, enquanto Tailândia e Ucrânia detêm algo em torno de 23% e 21%, respectivamente.

Todos os números, ressalte-se, referem-se apenas aos principais fornecedores de carne de frango para a União Europeia.

(Com Avisite)

Débora Damasceno

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