Cavalgadas solidárias vão arrecadar materiais para famílias atingidas pelas chuvas no RS

As cavalgadas solidárias devem marcar o 20 de setembro em Porto Alegre e em todo o Rio Grande do Sul. O tradicional desfile na Capital será substituído por passeios a cavalo descentralizados. Conforme a 1ª Região Tradicionalista (1ª RT), que organizará os trajetos, a primeira cavalgada começa às 8h30, com previsão de chegada ao Palácio Piratini às 9h.
A presidente da Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas 2023 e secretária adjunta da Cultura, Gabriella Meindrad, informou que o palácio receberá doações durante todo o dia. “Estaremos por lá até às 17h de quarta-feira para recolher os materiais que as pessoas atingidas pelas enchentes mais precisam neste momento. As cavalgadas solidárias são uma forma de unir forças e promover a solidariedade entre os gaúchos”, afirmou.
- Atum Azul: conheça o peixe mais caro do mundo, vendido a R$ 14 milhões
- Já imaginou uma tecnologia que monitore o tanque de leite 24h por dia? Sim, isso é possível
A ideia de realizar cavalgadas solidárias foi construída em conjunto com a Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas. O intuito é arrecadar materiais para atender às demandas dos municípios atingidos, como itens de higiene e limpeza, roupas íntimas e roupas de cama. A Comissão Estadual e o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) recomendou também que todos os municípios gaúchos adotem a iniciativa.
As entidades que já têm programações em andamento, com destinação de recursos, poderão mantê-las. “As homenagens aos Festejos Farroupilhas que estão sendo organizadas em todo o Estado, em diversos formatos, têm o mesmo objetivo: a solidariedade”, acrescentou Gabriella.
BALANÇO DA TRAGÉDIA NO RS
As chuvas intensas que causaram enchentes e deixaram estragos em dezenas de cidades gaúchas provocaram 48 mortes no Rio Grande do Sul. Confira abaixo o balanço da Defesa Civil até as 19h10 desta segunda-feira (18/9) sobre as ações de resgate nas localidades atingidas.
Neste boletim, consta mais uma pessoa desaparecida no município de Santa Tereza, elevando o total para dez. Trata-se de uma moradora do município de Guaporé, de 45 anos, cujo companheiro já foi localizado sem vida dois dias depois da ocorrência do ciclone. Ela estaria com ele na noite do evento climático adverso e não retornou para casa, conforme os seus familiares, que acabaram por notificar o desaparecimento.
Observa-se também uma expressiva redução no número de desabrigados no momento, que caiu de 1.088 para 753. Desabrigados são pessoas que precisaram sair de suas casas. Portanto, 335 já puderam voltar para suas residências, de familiares ou de amigos, ou ainda usufruíram do aluguel social instituído por algumas prefeituras.
Até esta segunda-feira (18/9), o governo vinha divulgando três edições diárias (7h, 12h e 18h) do boletim da Defesa Civil, que conta também com informações da Polícia Civil, da Secretaria de Assistência Social e das prefeituras. A partir de terça-feira (19/9), a edição das 7h deixará de circular, porque no momento há poucas variações de dados, o que dispensa a necessidade de três atualizações por dia.
Óbitos: 48
- Bom Retiro do Sul: 1
- Colinas: 2
- Cruzeiro do Sul: 5
- Encantado: 1
- Estrela: 2
- Ibiraiaras: 2
- Imigrante: 1
- Lajeado: 3
- Mato Castelhano: 1
- Muçum: 16
- Passo Fundo: 1
- Roca Sales: 12
- Santa Tereza: 1
Desaparecidos: 10
De acordo com a lista divulgada pela Polícia Civil.
- Arroio do Meio: 1
- Encantado: 1
- Lajeado: 2
- Muçum: 4
- Roca Sales: 1
- Santa Tereza: 1
Pessoas resgatadas: 3.130
Municípios afetados: 105
Desabrigados registrados: 4.904
Conforme registros efetuados pelos municípios no sistema S2iD.
Desabrigados no momento: 753
Segundo monitoramento da Secretaria de Assistência Social.
Desalojados: 20.988
Afetados: 359.893
Feridos: 943
A tabela completa com o boletim atualizado está disponível neste link.
(Com Secom e Sedac – Governo do Rio Grande do Sul)











