SEGURANÇA

Sem chance para o crime: centenas de garrafas de vinho são apreendidas pela PRF

Não tem jeito, a Polícia Rodoviária Federal continua com os flagrantes de contrabando de vinhos. Mas desta vez não foi próximo a fronteira com a Argentina, a equipe apreendeu uma carga de 205 garrafas de vinho importado ilegalmente em Recanto das Emas no Distrito Federal. O produto estava sendo transportado em um carro de Quirinópolis, Goiás para Brasília.

No Brasil é permitido importar até 12 litros para consumo próprio. Em caso de comércio, o vinho deve ser registrado no Ministério da Agricultura e atender aos trâmites burocráticos para importação.

O condutor do carro onde estava a mercadoria informou que a bebida tinha diversas destinações dentro de Brasília. A importação ilegal de vinhos traz prejuízos tanto a produtores regulares quanto a consumidores finais.

No exterior, as propriedades rurais são usadas para esconder o vinho ilegal. A bebida é oculta em chiqueiros, cochos e galinheiros, junto aos animais. Como a temperatura e a luminosidade podem interferir na qualidade do vinho, nesta primeira etapa já pode ocorrer prejuízo ao consumidor final.

Antes da chegada da bebida ao Brasil, os criminosos também podem trocar o rótulo da garrafa para uma marca mais cara. Dessa forma, o infrator pode comprar um vinho mais barato, mas ter mais lucro na venda.

O motorista, veículo e mercadoria foram encaminhados à Polícia Federal para registro de flagrante.

PREOCUPAÇÃO COM CONTRABANDO DE VINHO

Polícia Rodoviária Federal já demonstrou preocupação com esse aumento das apreensões de vinhos com entrada irregular no Brasil. É que segundo a PRF o perfil de quem traz o vinho ilegalmente tem mudado nos últimos anos. Se no início das apreensões era mais comum o “pequeno contrabandista”, pessoas transportando pequenas cargas, agora o crime organizado é o dono o comércio do vinho ilegal. A utilização de veículos roubados, clones, batedores e olheiros são alguns dos artifícios praticados pelos contrabandistas e quadrilhas.

As quadrilhas do tráfico de drogas estão diversificando o leque de crimes com o comércio ilegal de vinho, uma forma de investimento criminoso para capitalizar as organizações. É o que aponta um levantamento realizado pelos setores operacionais da PRF no Paraná. “Não é o pequeno muambeiro que vai ali comprar um pouco de vinho e trazer, são quadrilhas altamente organizadas“, comenta um policial rodoviário federal que atua em operações contra esse tipo de crime.

Para quem compra os vinhos ilegais, a impressão que se tem é a de que apenas está burlando as leis fiscais e não pagando imposto, e assim tendo a vantagem de comprar o vinho por preços mais acessíveis. Entretanto, quem compra o vinho que entra ilegalmente  pode estar contribuindo diretamente para a manutenção da saúde financeira de quadrilhas do crime organizado.

(Com PRF)

Débora Damasceno

Recent Posts

Soja mais cara devolve fôlego à compra de fertilizantes

A valorização da soja e a queda recente de alguns fertilizantes melhoraram o poder de…

setembro 9, 2026

Cotações Agropecuárias: Menor oferta favorece recuperação dos preços da BRS vitória

A redução mais expressiva dos volumes de uva BRS vitória no Vale do São Francisco…

setembro 9, 2026

PCPR e PMPR miram organização criminosa ligada a furto de gado

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em ação conjunta com a Polícia Militar do Paraná…

setembro 9, 2026

Exportações de carne caem com recuo da China, mas EUA podem aliviar pressão

A forte redução das compras da China deve pressionar as exportações brasileiras de carne bovina no terceiro…

setembro 9, 2026

Com crédito pressionado, produtor rural revê estratégia para comprar máquinas

Renegociação de dívidas e concentração dos recursos no custeio colocam planejamento de tratores, implementos e…

setembro 8, 2026

El Niño aumenta atenção sobre manejo do café

Após chuvas prejudicarem colheita e qualidade dos grãos, especialista alerta para irregularidade hídrica e temperaturas…

setembro 8, 2026

O site SOU AGRO utiliza cookies e outras tecnologias

Leia Mais